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sexta-feira, 9 de maio de 2008

"Democracia" burguesa e o "autoritarismo" popular

O Presidente da República, Cavaco Silva, acaba de promulgar o Tratado de Lisboa. É assim que funciona a democracia burguesa, só se deve perguntar ao povo se ele aceitar responder o que nós queremos. Aliás, foi isso que aconteceu aquando da vitória do Hamas nas eleições legislativas palestinianas. Em vez de a União Europeia respeitar os resultados preferiu dizer que foi uma má resposta do povo e cortou-lhe as ajudas financeiras.

Mas é interessante ver países como a Venezuela, cujo governo é considerado autoritário pelo União Europeia e Estados Unidos, referendarem a sua Constituição e aceitarem democraticamente o resultado negativo. Também é interessante o exemplo dado hoje pelo senado boliviano de agendar um referendo revogatório para ouvir a vontade do povo. Naturalmente, foi uma proposta dos representantes do capital mas foi aprovada pelos representantes do governo. Tanto Hugo Chávez como Evo Morales não pertencem à estirpe da canalha que nos governa. Não têm medo do povo.

Valha-nos a Irlanda.

segunda-feira, 5 de maio de 2008

O povo unido jamais será vencido!


O povo boliviano viveu ontem uma dura prova de resistência. Contra o referendo divisionista e racista promovido pelas elites, levantaram-se os trabalhadores das zonas plebiscitadas. Por exemplo, nos subúrbios de Santa Cruz, bloquearam o acesso às áreas de voto, incendiaram as urnas e os boletins - alguns já manipulados. Mas não foi caso único. Nas estradas, houve piquetes para impedir a distribuição do material de votação para o referendo, não reconhecido por ninguém senão pelos promotores. Não faltou, no entanto, a violência contra quem defendia a legalidade. O povo teve de derrotar quem andou a tentar obrigar gente a votar.

Contudo, jornais, rádios e televisões de todo o mundo destacam o sucesso do referendo e a vitória dos separatistas. Os resultados anunciados dão conta de 85,9 por cento dos votos na opção secessionista. Afinal, quem tem razão?

Na verdade, 85,9 por cento dos votos escrutinados correspondem à opção secessionista. Mas a comunicação social comprometida com a burguesia não refere a abstenção. Mais de 40 por cento da população correspondeu ao apelo do governo de Evo Morales e recusou-se a reconhecer a validade do refendo. Para além disso, houve mais de 10 por cento de votantes que recusaram a divisão da Bolívia. Ou seja, mais de 50 por cento da população voltou costas às intenções da burguesia.

O motivo da manipulação dos factos deve-se, como sempre, à tentativa de criação de condições para derrubar o governo progressista de Evo Morales, o índio que chegou à presidência da Bolívia com o apoio de grande parte dos trabalhadores. Desde então, já procedeu à nacionalização de diversas empresas e tem promovido políticas contra a discriminação sobre os indígenas que conformam a maior parte da população. Na linha da oposição encontram-se os latifundiários e os patrões das grandes empresas apoiados pelos dólares norte-americanos.

sábado, 3 de maio de 2008

Todos com a Bolívia


"O processo de mudanças a favor das maiorias na Bolívia corre o risco de ser brutalmente coartado. A ascensão ao poder de um presidente indígena, eleito com um apoio sem precedentes nesse país, e os seus programas de beneficio popular e de recuperação dos recursos naturais, tiveram que enfrentar desde os primeiros momentos as conspirações oligárquicas e a ingerência imperial.

Nos dias mais recentes, a escalada conspirativa alcançou as suas cotas máximas. As acções subversivas e anticonstitucionais com que os grupos oligárquicos pretendem dividir a nação boliviana reflectem a mentalidade racista e elitista destes sectores e constituem um perigosíssimo precedente, não só para a integridade desse país, mas também para a integridade de outros países da nossa região.

A história mostra com sobrada eloquência as terríveis consequências que em todos os terrenos têm tido para a humanidade os processos divisionistas e separatistas induzidos e respaldados por poderosos interesses forâneos.

Diante desta situação, os abaixo-assinados queremos expressar o nosso apoio ao governo do Presidente Evo Morales Ayma, às suas políticas de mudança e ao processo constituinte soberano do povo boliviano. Ao mesmo tempo, rejeitamos o chamado Estatuto autonómico de Santa Cruz pelo seu carácter inconstitucional e por atentar contra a unidade de uma nação da nossa América.
Chamamos todas as pessoas de boa vontade a unirmos as nossas vozes para denunciar por todas as vias possíveis esta manobra divisionista e desestabilizadora numa hora histórica para a América Latina."

Assina!