terça-feira, 15 de abril de 2008

Os vampiros



*Fernando Nogueira:*
Antes -Ministro da Presidência, Justiça e Defesa
Agora - Presidente do BCP Angola

*José de Oliveira e Costa:*
Antes -Secretário de Estado dos Assuntos Fiscais
Agora -Presidente do Banco Português de Negócios (BPN)

*Rui Machete:*
Antes - Ministro dos Assuntos Sociais
Agora - Presidente do Conselho Superior do BPN; Presidente do Conselho
Executivo da FLAD

*Armando Vara:*
Antes - Ministro adjunto do Primeiro Ministro
Agora - Vice-Presidente do BCP

*Paulo Teixeira Pinto:*
Antes - Secretário de Estado da Presidência do Conselho de Ministros
Agora - Presidente do BCP (Ex. - Depois de 3 anos de 'trabalho', Saiu
com 10 milhões de indemnização !!! e mais 35.000€ x 15 meses por ano até
morrer...)

*António Vitorino:*
Antes -Ministro da Presidência e da Defesa
Agora -Vice-Presidente da PT Internacional; Presidente da Assembleia
Geral do Santander Totta - (e ainda umas 'patacas' como comentador RTP)

*Celeste Cardona:*
Antes - Ministra da Justiça
Agora - Vogal do CA da CGD

*José Silveira Godinho:*
Antes - Secretário de Estado das Finanças
Agora - Administrador do BES

*João de Deus Pinheiro:*
Antes - Ministro da Educação e Negócios Estrangeiros
Agora - Vogal do CA do Banco Privado Português.

*Elias da Costa:*
Antes - Secretário de Estado da Construção e Habitação -
Agora - Vogal do CA do BES

*Ferreira do Amaral:*
Antes - Ministro das Obras Públicas (que entregou todas as pontes a
jusante de Vila Franca de Xira à Lusoponte)
Agora - Presidente da Lusoponte, com quem se tem de renegociar o contrato.

*António Mexia:*
Antes - Ministro das Obras Públicas, Transportes e Comunicações
Agora - Presidente do Conselho de Administração da EDP

*Marques Mendes:*
Antes - Ministro dos Assuntos Parlamentares
Agora - Administrador-Delegado da Nutroton Energia

Quando se juntam demasiadas cores...

a Esquerda Arco-Irís

Durante anos, tentou criar-se a imagem de que o Partido Comunista Português era um partido obsoleto, velho, caduco. Para evitar o desaparecimento do PCP, apresentaram os partidos comunistas de Itália e de Espanha como exemplos inovadores de organizações que se adaptaram às "novas realidades" e aos "novos tempos".

E aí está o resultado. Durante quatro anos, a Esquerda Unida [EU] desenvolveu políticas de cumplicidade com o governo do PSOE. Agora, o Partido Comunista de Espanha, através da EU, não obteve sequer um número mínimo de deputados para formar um grupo parlamentar próprio. Na luta sindical, perdeu influência nas Comisiones Obreras que, em muitos casos, tem assumido posturas reformistas.

Em Itália, tanto a Refundação Comunista como o Partido dos Comunistas Italianos assumiram pastas ministeriais no governo de Romano Prodi e apoiaram políticas económicas graves. Mas não só. Também apoiaram a participação de militares italianos em operações no Afeganistão e no Líbano. No campo sindical, a CGIL, à semelhança das Comisiones Obreras, tomou o caminho do reformismo. Passados dois anos de governo, ambos os partidos lançaram, com os Verdes, a coligação Esquerda Arco-Irís e este seria "o ano zero" da construção de um movimento forte. Uma das medidas, muito contestada, foi a não colocação da foice e do martelo no símbolo da coligação. Nas eleições, sofreram uma queda dos 10 porcento para os 3 por cento. Ou seja, no "ano zero", zero deputados. Afinal, parece que a inovação não resultou.

segunda-feira, 14 de abril de 2008

Berlusconi deve ganhar eleições


Os resultados divulgados, até ao momento, sobre as eleições legislativas em Itália, não são nada animadores. A vitória de Berlusconi é quase certa e a coligação de esquerda, onde participam a Refundação Comunista e os Comunistas Italianos, sofre uma grande queda. Nos próximos dias, não faltará espaço nos órgãos de comunicação social para a análise dos resultados. Contudo, pode prever-se que a coligação de esquerda foi afectada, fundamentalmente, pelo voto útil e, acima de tudo, pelas posições que alguns dos seus representantes assumiram no seio do último governo, chefiado por Romano Prodi. Nomeadamente, em relação à participação de tropas italianas no Afeganistão e no Líbano e à aprovação de algumas reformas laborais contra os trabalhadores.

domingo, 13 de abril de 2008

Não há circo sem palhaço


Afinal de contas, não pode haver circo sem um palhaço. E assim foi. No dia 20 de Março, o circo foi a Roma com muitas surpresas. Entre elas, um milagre que devolveu a vida às pernas de um paraplégico. Mas não um paraplégico qualquer. Um paraplégico que que assassinou centenas de pessoas. Em Cuba.

Um circo preparado pelo Comité de Defesa da Revolução [cubana] de Roma. Importa ler um pouco da vida do nosso protagonista para compreendermos a importância da iniciativa desta organização contra a apresentação de Armando Valladares na capital italiana.

Armando Valladares foi polícia da ditadura de Fulgencio Baptista. Depois da revolução cubana, em 1959, protagoniza uma campanha de atentados contra o país. As vitimas foram numerosas e a maior parte era constituida por civis. No dia 4 de Março de 1960, faz explodir o navio belga 'La Coubre' e em resultado da acção terrorista morrem 101 pessoas. Nesse mesmo ano, Valladares é preso enquanto preparava um novo atentado. O tribunal condena-o a 30 anos de prisão.

Nos anos 80, com Reagan na presidência dos Estados Unidos, será utilizado para tentar descredibilizar a revolução cubana e inventa um passado de poeta. Armando Valladares finge-se paraplégico e lança-se uma campanha mundial pela sua libertação. As autoridades cubanas não cedem.

Depois da sua libertação, não há qualquer poesia recente que se lhe reconheça. A última produção literária data de há 20 anos e trata-se de um livro de memórias que foi reeditado pela editora italiana Spirale.

Actualmente, é um gestor de sucesso numa empresa imobiliária com sede em Miami e que tem desenvolvido uma profunda especulação através deste negócio no norte do Estado espanhol. Com a subvenção pública da União Europeia de 60 milhões de euros.

sábado, 12 de abril de 2008

A burguesia serve-se da mulher na política

[Claudia Schiffer num anúncio da Citröen]
Dantes, a imagem da mulher vendia automóveis nos anúncios publicitários

[Nova ministra espanhola da Defesa]
Agora também vende governos ditos progressistas

"José Luis Rodríguez Zapatero confirmou o seu novo Governo, com uma maioria de mulheres nos ministérios. Nove contra oito homens. Trata-se 'do primeiro Governo da história onde há mais mulheres que homens', afirmou um orgulhoso Zapatero." El Mundo

Todos os direitos conquistados pelas mulheres foram-no através da luta de gerações e gerações de trabalhadores. Dos quais, a conquista da despenalização da interrupção voluntária da gravidez é apenas a vitória mais recente de uma longa batalha que há por travar. Na sociedade capitalista, não ter um pénis é a garantia, na maioria dos casos, de que se vai receber um salário inferior à média.

Contudo, agora há uma nova moda. A da paridade nos órgãos de soberania, nos quais se tenta igualar a participação de ambos os géneros. Através de um artificio, a burguesia tenta mascarar a sociedade. Não é através dessa receita que se vai melhorar a condição social, económica e laboral da mulheres trabalhadoras. Porque não é o género que dita a consciência política e social, por exemplo, dos deputados mas a classe social que defende.

O mesmo se passa em relação aos governantes. O facto de o Chile e de a Alemanha serem governados por mulheres não melhorou substancialmente a condição de vida das mulheres desses países. E não houve menos vítimas das políticas imperialistas dos Estados Unidos por Condoleeza Rice ter assumido a pasta do Departamento de Estado. Assim como um dos governos mais duros para a classe trabalhadora britânica, nas últimas décadas, foi o de Margaret Tatcher. Portanto, deve prevalecer a convicção de que o facto de o governo espanhol estar encabeçado por uma maioria de mulheres não quer dizer que isso reverta a favor de políticas com uma outra 'sensibilidade', como se gosta de afirmar. Não é por haver uma ministra da Defesa que o Estado espanhol vai abandonar o Afeganistão ou o Líbano.

quinta-feira, 10 de abril de 2008

A anedota é uma arma


Naturalmente, o anedotário da classe trabalhadora é sempre uma forma de elevar o ânimo da nossa luta. Foi isso, aliás, que afirmou a dirigente comunista Margarida Botelho durante o programa Corredor do Poder da RTP1. Para romper o desânimo que provocam as traições constantes dos que nos governam, o povo caricatura-os.

A Rádio Moscovo publica aqui uma dessas anedotas que circulam pela internet e que representam bem o actual sentimento do povo português em relação aos responsáveis pelo actual estado de coisas.

Estava o engenheiro Sócrates em campanha pelo Alentejo, quando se depara com um alentejano a descansar. Decide então impingir-lhe a lenga-lenga do seu discurso de campanha. Os dois ficam ali a trocar palavras, até que Sócrates lhe pergunta:
- Se tivesse que trabalhar para o PCP, quando horas por dia faria ?
- Para o PCP ? Nem uma.
O engenheiro todo contente: este ao menos não é comuna, pensava para si.
- E para o CDS-PP, quantas horas faria ?
- Bom, para esses talvez umas 3, 4 horas diárias.
- E para o PSD ?
- Ah, para esses já trabalhava umas 8, vá lá, 10 horas.
- E aqui para o meu PS ?
-Oh engenheiro, trabalharia as horas que fossem necessárias. 24 sem parar.
Sócrates ficou impressionado pela dedicação.
-Assim é que é, compadre! Já agora, qual é a sua profissão?
-SOU COVEIRO!

Simpsons censurados na Venezuela?


"O Governo de Hugo Chávez proibiu a série norte-americana Os Simpsons, emitida no canal privado Televen, por considerar que esta ficção é "uma má influência" para todos os jovens." Diário de Notícias

"A Venezuela ‘tirou do ar’ Os Simpsons e chamou a atenção para a má influência que os desenhos animados amarelos podem ter nas crianças.
" Sol

"Los niños venezolanos ya no podrán ver Los Simpson. El gobierno de Chávez ha obligado a cambiar a Televen, un canal privado de televisión, el horario de la mítica serie protagonizada por Homer, Marge, Bart, Lisa y Maggie. La razón, es "una mala influencia" para los menores." El País

"Imaginemos que o departamento de protecção audiovisual para a infância do México ou do Peru requeria a uma televisão do seu país a mudança de horário da série Simpsons por não considerar adequada a sua emissão durante o horário infantil. Alguém imaginaria meia centena de capas de jornais [...] do tipo "Mexicanos não vão poder ver os Simpsons", "México proibe a emissão dos Simpsons" ou "Calderón [presidente mexicano] não gosta dos Simpsons"? Evidentemente, é difícil imaginar que dezenas de jornais possam fazer capa de uma notícia destas. Contudo, como isto se passa na Venezuela, a coisa muda de figura."

"O que aconteceu na Venezuela foi que o organismo regulador denominado Conselho de Telecomunicações, depois de receber várias queixas, determinou que, segundo a Lei de Responsabilidade Social na Rádio e Televisão que proíbe as "mensagens que atentam contra a formação integral das crianças e adolescentes", a série Simpsons devia abandonar o horário infantil no qual se emitia através da cadeia de televisão Televen. Portanto, todas as manchetes anteriores são falsas: não se proibe, não se impede a sua emissão (só se muda o horário), não se veta, os venezuelanos continuarão a vê-la, nem sequer se impede as crianças (que poderão faze-lo fora do horário infantil). Não sabemos Chávez gosta ou não [da série], o presidente [venezuelano] não ataca nenhuns desenhos animados nem os estrangula...A única censura que sofreram os Simpsons foir do seu próprio canal norte-americano, a Fox, que censurou num capítulo a frase "This sure is a lot like Irak will be", que poderia traduzir-se como "Isto parece-se muito com o Iraque". Faziam referência à imagem devastada de Springfield, a cidade dos Simpsons, que teria sido atacada por marcianos numa guerra em que a desculpa fora as armas de "desintegração" maciça."

Este excerto do artigo de Pascual Serrano que podemos encontrar no sítio Rebelión destapa bem os ridículos ataques que se tentam travar contra o governo venezuelano. Através da mentira e da manipulação, os jornais, entre os quais portugueses, tentam, novamente, conduzir a opinião mundial contra Hugo Chávez.