sexta-feira, 25 de julho de 2008

Ópera na Festa do «Avante!»

Como muitos milhares, nunca havia assistido a um concerto de música clássica. Foi a Festa do «Avante!» que me abriu a porta a esse mundo. Este ano, graças ao maior evento político-cultural do país - e, provavelmente, da Europa - vou assistir, pela primeira vez, a um concerto de ópera. Não admira, pois, que me sobrem motivos para ter orgulho no Partido. Porque sei que no futuro que construímos diariamente também a cultura será obra de todos e para todos.

Viva o Partido!

quinta-feira, 24 de julho de 2008

Para reflectir

"A luta individual e desesperada por alcançar um oásis particular e privado de bem-estar em competição com outros trabalhadores, o estimulo da desigualdade e da competitividade entre eles, seguindo o modelo imperante do capitalismo, nada têm a ver com o socialismo e nem nos aproxima dele."

Barbara Areal

Claridade na sombra do Sara

"É difícil encontrar claridade na sombra quando o sol que nos ilumina descolora a verdade" Victor Jara

A União Europeia propôs o abastecimento de electricidade a toda a Europa com energia solar do Sara. Segundo o El Mundo e o The Guardian, "um diminuto rectângulo sobre os extensos terrenos do Sara podia ser a solução mais eficaz para pôr em marcha um plano audaz de redução das emissões de dióxido de carbono na Europa, fazendo uso do poder feroz do sol desértico". Os dois jornais acrescentam ainda que apesar de "mais pequena que qualquer país do Norte de África e de representar um espaço ligeiramente mais pequeno que o País de Gales, os cientistas afirmam que esta área podia conseguir gerar energia solar suficiente para abastecer toda a Europa de electricidade limpa".

A proposta pouco mais pode provocar do que a revolta se pensarmos que a diminuição da poluição europeia se fará à custa da riqueza natural de povos que são constantemente explorados e humilhados pela Europa. Pode parecer uma reacção excessiva mas este é apenas um exemplo dos muitos que se passam por todo o continente africano. Porque uma União Europeia que nunca se preocupou com a sorte do povo sarauí, que nunca se preocupou com a sorte das centenas de africanos que morrem ao largo das costas europeias, que aprova leis restritivas em relação aos extra-comunitários que querem trabalhar dentro das nossas fronteiras não pode ser vista senão como uma entidade colonialista.

De novo, o velho torna-se novo


Pedimos desculpa aos ouvintes pelo silêncio da Rádio Moscovo. Depois de 12 dias, regressamos ao ar com a música de um grupo catalão. Os Eina surgiram este ano com a mesma formação dos antigos Inadaptats - que tocaram na Festa do «Avante!». O primeiro álbum recolhe o nome "A arte da guerra". Fundamentalmente, os Eina tentam adaptar a obra de Sun Tzu à realidade dos nossos dias a partir da perspectiva marxista-leninista. Esperamos que o tenham conseguido.

sábado, 12 de julho de 2008

Chávez visita Portugal

Segundo o sítio alternativo Aporrea, Hugo Chávez visita Portugal no fim deste mês. Para já, está agendado um encontro com o seu amigo José Sócrates e, quem sabe, com Mário Soares. Depois de ter acusado as FARC de representarem um pretexto para as ingerências imperialistas na América Latina, depois de ter dito que a luta armada já não faz sentido, depois de ter dito que o marxismo-leninismo é um dogma e que acredita antes no 'socialismo cristão' (porque a religião, claro, não é um dogma), depois de ter dito que não houve socialismo na URSS (na entrevista conduzida por Mário Soares), depois de ter atacado o Partido Comunista da Venezuela (PCV) por ter participado na manifestação contra Alvaro Uribe e depois de promover a divisão entre a esquerda para as próximas eleições, há quem se questione sobre o que se passa. Pessoalmente, tenho dúvidas. Bastantes. Mas tenho confiança. No povo, claro.

Oportunamente, os camaradas de ODiario.info publicaram a tradução do comunicado da Comissão Política do Comité Central do PCV. A ler.

quarta-feira, 9 de julho de 2008

A copeira

Há uma copeira que tem saudades da Ilha do Fogo. Entre a sujidade dos tachos e das frigideiras, é a saudade que lhe desperta a ternura do rosto. E depois do almoço, quando todos saem, ficamos sozinhos. Eu porque não fumo. Ela porque se perde nas memórias de um futuro que não chega.

Entusiasmada, fala-me da sua terra, do vulcão, das pessoas, do mar. Explica-me que o país sobrevive graças ao turismo e à emigração. E, de súbito, a voz muda de tom. Pressente-se a amargura das palavras que se seguem: "A grande tragédia de Cabo Verde foi a morte de Amílcar Cabral". Então, I. despe a pele da copeira que tem saudades da Ilha do Fogo - entre a sujidade dos tachos e das frigideiras - e exalta a 'geração de ouro' de um tempo que já partiu: Amílcar Cabral, Agostinho Neto e Samora Machel.

Depois, cantou o hino da independência, sorriu-me e regressou à copa.

quinta-feira, 3 de julho de 2008

Maiakovski animado


Animação baseada no trabalho de Maiakovski. Vale a pena ver.