quinta-feira, 31 de julho de 2008

Vermelhos e orgulhosos


Faltam oito dias para o começo dos Jogos Olímpicos de Pequim. Vale a pena recordar alguns momentos épicos do desporto protagonizados por atletas de países socialistas.

Portugal poderá ser privatizado

Muitas dúvidas se lançam sobre a comunicação de Cavaco Silva ao País. Entre as hipóteses que mais circulam está a de Portugal poder vir a ser privatizado. A Rádio Moscovo sabe, por fontes próximas, que a actual parceria público-privada entre o Estado português e o capital espanhol - que maioritariamente detém Portugal - tem agradado aos inquilinos de São Bento e do Palácio de Belém. Com muita probabilidade, Cavaco Silva deverá anunciar a venda do País a uma empresa multinacional espanhola. A acontecer, seria o fim de 900 anos de gestão pública de Portugal. As dúvidas que ficam são sobre o destino dos milhões de portugueses que vivem nas futuras instalações da empresa espanhola. Dúvidas que Cavaco Silva procurará dissolver esta noite através do seu discurso na televisão. Não percam.

Cavaco fala aos portugueses

Pela segunda vez, no seu mandato, Cavaco Silva vai falar aos portugueses. Será que vai pedir desculpa à classe trabalhadora pelo seu vergonhoso, mas já esperado, apoio às políticas de direita do governo? Será que vai deixar cair o executivo do Partido Socialista e convocar eleições antecipadas, pedindo a formação de um governo ao serviço do povo português? Não. Parece-me que, simplesmente, vai dizer mais do mesmo. Ou seja, a ladaínha do costume com o propósito de não ser carne nem peixe - que compreende que há dificuldades a ultrapassar - mas apoiando os esforços do, sempre brilhante, governo do Partido Socialista, ao serviço dos patrões.

quarta-feira, 30 de julho de 2008

Sobre detenção de Remedios Garcia Albert

O PCP, face às notícias da detenção da cidadã espanhola Remedios Garcia Albert, expressa a sua solidariedade a esta activista espanhola dos movimentos pela paz e de solidariedade e Rejeita a política de intimidação e perseguição que visa com esta acção instaurar na Europa o mesmo clima de perseguição política vigente na Colômbia.

Sobre a detenção de Remedios Garcia Albert

Nota do Gabinete de Imprensa do PCP


Face às notícias vindas a público da detenção da cidadã espanhola Remedios Garcia Albert o Partido Comunista Português:

1 – Expressa a sua solidariedade a esta activista espanhola dos movimentos pela paz e de solidariedade com os povos, membro da OSPAAAL (Organização de Solidariedade com os povos da Ásia, África e América Latina), Organização Não Governamental espanhola cujo objecto social é a busca da paz, da solidariedade e da solução negociada de conflitos com base nos princípios do direito internacional humanitário.

2 - Denuncia a criminosa onda de repressão do regime de Alvaro Uribe que numa violenta campanha intimidatória e de clara violação dos mais elementares direitos e liberdades dos cidadãos colombianos visa todos aqueles que na Colômbia não colaboram na política de nova escalada do conflito militar. Campanha essa que se tem traduzido na prisão, perseguição, indiciação criminal e mesmo morte, dos que se empenharam na recente tentativa humanitária de troca de prisioneiros entre as FARC e o exército colombiano - como o recente caso do assassinato de Guillermo Rivera dirigente sindical e membro do partido político Pólo Democrático Alternativo vem mais uma vez comprovar – e que parece agora, com este inaceitável episódio de “caça às bruxas” em Espanha, querer ser exportada para a Europa.

3 – Alerta para o facto de com esta detenção política se tentar lançar deliberadamente a confusão entre contactos com as partes beligerantes no conflito colombiano com vista à sua resolução pacífica e “colaboração com organizações terroristas”.

4 – Chama a atenção que a detenção de Remédios Garcia foi efectuada à luz de legislação dita “anti-terrorista” que em nome de um suposto combate ao terrorismo, visa a restrição das liberdades dos cidadãos e a criminalização das pessoas e organizações que não se rendem à ordem mundial do imperialismo.

5 – Reafirma a sua solidariedade com o povo e as forças que na Colômbia prosseguem a luta contra o regime fascista de Uribe – actual testa de ferro da administração Bush no continente latino-americano – pela democracia, a justiça social e a solução política e negociada do conflito colombiano e reafirma a sua posição de que um primeiro passo para a paz é o início de negociações entre as partes beligerantes para a troca humanitária de prisioneiros.

6 – Rejeitando a política de intimidação e perseguição que visa com esta acção instaurar na Europa - com a cumplicidade de alguns governos europeus - o mesmo clima de perseguição política vigente na Colômbia, o PCP reitera a sua solidariedade a Remedios Garcia e a todos aqueles que dedicam a sua vida e as suas forças à luta pela paz, a democracia e os direitos humanos, contra o imperialismo, o militarismo e a guerra.

segunda-feira, 28 de julho de 2008

Bastante conveniente...

Um duplo atentado em Istambul provocou, ontem à noite, 17 mortos e 154 feridos. Apesar das autoridades, num primeiro momento, terem descartado o PKK como responsável pela acção armada, a polícia e o governo acusaram a organização independentista curda. Isto um dia antes dos tribunais turcos decidirem sobre a ilegalização do Partido da Justiça e do Desenvolvimento, ao qual pertence o actual primeiro-ministro Tayyip Erdogan, acusado de degradar o regime secular. Entretanto, o PKK já fez saber que não tem qualquer responsabilidade pelo que se passou.

Cadena SER censura universitário que apoia Hugo Chávez


Uma das principais rádios espanholas, a Cadena SER, promoveu um debate sobre a Venezuela com a participação de duas personalidades com visões distintas da realidade política da pátria de Bolívar. Mas as coisas começaram a dar para o torto quando Carlos Fernández Liria acusou o grupo Prisa - que detém a estação de rádio - de ter apoiado o golpe de Estado contra Hugo Chávez. Então, a jornalista entra em acção e ralha com Fernández Liria, retirando-lhe a oportunidade de falar. Isto, claro, enquanto William Cárdenas debitava disparates sobre o regime "violento" e "anti-democrático" de Chávez.

Ainda o 26 de Julho

A propósito do 22º aniversário do assalto ao Quartel Moncada