segunda-feira, 15 de setembro de 2008

Horizonte Fariano, música de resistência


É uma das organizações mais consequentes da América Latina. Depois de terem tentado trilhar os caminhos da paz através da União Patriótica, as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia foram obrigadas, pela violência fascista, a dar voz às armas. No cimo das montanhas que cobrem a pátria colombiana, combatem homens e mulheres, operários, camponeses e também estudantes, gente do campo e da cidade. Lutam por um mundo novo, de paz, sem exploração do homem pelo homem. Lutam pelo socialismo. E é essa a realidade retratada pelo grupo musical Horizonte Fariano.

Mais vídeos em http://www.youtube.com/user/mbolivariano

sábado, 13 de setembro de 2008

O baile dos embaixadores

Uma célebre anedota explica porque é que nunca houve um golpe nos Estados Unidos. "Porque não têm uma embaixada norte-americana". E apesar de ser uma brincadeira, o caso torna-se sério quando percorremos a história dos golpes de Estado ou das guerras civis que se passaram um pouco por todo o mundo. Há uma evidência clara de que as embaixadas dos Estados Unidos estão intimamente ligadas ao trabalho da CIA. Quem esquece o papel de Frank Carlucci na contra-revolução portuguesa?

Contudo, não interessa à imprensa destacar as evidências. Poucos dias antes dos confrontos na Bolívia, o embaixador norte-americano na Bolívia, Philip Goldberg, havia reunido, de forma discreta, com a oposição ao governo de Evo Morales. Não se sabe o que se passou nesse encontro mas sabe-se o que se passou nos dias seguintes. E estudando o currículo de Goldberg não é difícil perceber porque foi escolhido para trabalhar na Bolívia. O embaixador - entretanto, expulso - foi, entre 1994 e 1996, o responsável pela questão da Bósnia na secretaria de Estado. Depois assumiu, entre 2004 e 2006, a chefia da missão norte-americana no Kosovo. Ou seja, um especialista na arte de dividir para melhor reinar.

O facto de Philip Goldberg ter sido expulso neste momento não significa que o governo boliviano só tenha percebido agora qual o papel do embaixador norte-americano. Evo Morales sabia perfeitamente da missão de Goldberg. Simplesmente, depois de muito esticar, a corda partiu-se. E podemos observar que esta América Latina já não é a mesma que deixou cair Allende em 1973. Não há um só governo que tenha tido, até ao momento, a coragem de contrariar um governo legitimamente eleito e aprovado em referendo. Pelo contrário, para além dos apoios do Brasil, Chile, Argentina, Paraguai, Equador, Nicarágua, Cuba e de tantos outros, na Venezuela e nas Honduras já não moram embaixadores dos Estados Unidos da América.

Mas a resposta está para além do baile dos embaixadores que ganharam um bilhete só de ida, a resposta está na luta da classe trabalhadora de cada país pela transformação social. Só ela poderá combater e derrotar de forma decisiva os que dominaram e dominam a América Latina. Porque como disse Salvador Allende, momentos antes de cair em combate, "a história é nossa e é feita pelos povos".

quinta-feira, 11 de setembro de 2008

Liberdade para os cinco!

Que ninguém falte amanhã. Há 10 anos, os cinco foram presos nos Estados Unidos por lutarem contra o terrorismo. Amanhã, estaremos em frente à embaixada norte-americana em Lisboa para exigir a sua libertação. Já sabes, a partir das 18 horas em Sete Rios.

O contrário de tudo o que eles são


"Incomoda-os uma Festa que sendo a maior iniciativa deste género realizada no nosso país, tem como seu construtor o partido da classe operária e de todos os trabalhadores, o Partido Comunista Português. Incomoda-os a eles - velhos com mentalidades velhas, com ideias velhas, com projectos velhos - que a Festa seja cada vez mais a festa da juventude e do futuro. Incomoda-os o ambiente de fraternidade, de solidariedade, de camaradagem aqui existente. Incomoda-os tudo porque a nossa Festa, sendo o que é, é o contrário de tudo o que eles são. Por isso tudo têm feito para acabar com a Festa ao longo dos últimos 32 anos."

José Casanova, director do «Avante!»

Aprender com o 11 de Setembro

Foi há 35 anos. Os militares golpistas apoiados pelos Estados Unidos bombardeavam o Palácio de la Moneda em Santiago do Chile. Daí, pegando numa arma oferecida por Fidel Castro, Salvador Allende disparava a palavra através da Rádio Magallanes: "Pagarei com a minha vida a lealdade do povo". Depois, com balas, resistiu ao ataque fascista.

Apesar de toda a discussão sobre a possibilidade de passagem ao socialismo através da via pacífica, não podemos negar que Salvador Allende foi um dos grandes da história do movimento revolucionário. No ano em que se comemora o 100º aniversário do seu nascimento, a Festa do «Avante!» homenageou-o. E importa muito que se estude e se discuta a experiência chilena.

Neste momento, na Bolívia, atravessam-se tempos muito duros. Depois da vitória explicita de Evo Morales no referendo revogatório, o separatismo fascista lançou o caos nas regiões que domina. Ontem, tomaram de assalto várias instituições governamentais e espalharam o terror pelas ruas. Vive-se uma situação extremamente delicada em que o governo, por um lado, não responde às provocações e em que os golpistas, por outro, tentam esticar a corda ao máximo. Várias organizações de trabalhadores, do lado do governo, bloquearam as estradas que ligam às regiões governadas pelos oligarcas. Os fascistas, por sua vez, sabotaram vários gasodutos que forneciam gás ao Brasil.

Em vésperas de uma possível guerra civil, vale a pena recordar o que se passou no Chile. Ontem, Evo Morales decretou, e bem, a expulsão do embaixador norte-americano Philip Goldberg - que entre 1994 e 1996 foi o chefe do gabinete do Departamento de Estado norte-americano para a Bósnia (deve ser perito em fomentar o separatismo) - por conspirar secretamente com os líderes fascistas. O Partido Comunista da Bolívia apelou a que se derrote a direita "em todos os campos". E, estou convicto, de que o povo saberá dar uma resposta à altura do que merecem os fascistas.

quinta-feira, 4 de setembro de 2008

A festa vai ser rija, pá!

Houve o ano das t-shirts do Estaline. Depois, o ano das FARC-EP. Entretanto, o ano do Partido Comunista Colombiano. Mas a cada um que passa chega mais gente à Festa do «Avante!». Ontem, quarta-feira, às 20.00, havia uma fila de cerca de 500 metros para entrar no parque de campismo. Por isso, a RTP decidiu pôr uma série documental sobre "a ilusão do comunismo", o director do Diário de Notícias decidiu escrever contra o presidente da Câmara Municipal do Barreiro e, certamente, podemos esperar pelo fim-de-semana para saber no que vão pegar eles este ano. Por mim, juntem-se todos em procissão porque dentro da Quinta da Atalaia a festa vai ser rija!

A Rádio Moscovo termina aqui a sua emissão para regressar no dia 11 de Setembro. A todos os camaradas e amigos, uma boa festa.

República Socialista Soviética da Estónia

Passou-se na Estónia. Segundo a Agência Novosti e o sítio Aporrea, camponeses de duas aldeias proclamaram o restabelecimento da República Socialista Soviética da Estónia e pediram à Rússia o seu reconhecimento. Segundo o sítio digital da organização regional 'Comunistas de Petersburgo', os partidários da República Socialista Soviética da Estónia estão a recolher assinaturas nos documentos que proclamam a independência e vão entrega-los às autoridades russas para se celebrar um acordo de amizade e de ajuda mutua.

"A decisão da separação da Estónia burguesa foi tomada pelos camponeses Andres Tamm e Aine Saar, cujas aldeias se encontram no Nordeste do país perto da fronteira com a Rússia", acrescenta o sítio. Também cita Tamm: "Não queremos viver mais na Estónia burguesa onde ninguém se importa com o destino dos cidadãos mais pobres, onde cortam os bosques, onde impera o desemprego e a corrupção e onde manda a NATO e os norte-americanos". "O meu avô foi antifascista e combateu na clandestinidade e não posso conformar-me com que na Estónia se renda homenagem aos nazis", destacou.

Entretanto, os cidadãos das aldeias separatistas já formaram o seu governo soviético. Entre outros, foram convidados comunistas russos. Para já, foram constituídas as "milícias populares" para defender o novo "Estado".