domingo, 18 de janeiro de 2009

Palestina vencerá!


Viva Ahmed Sadaat!
Viva a Frente Popular!
Viva a resistência do povo palestiniano!

É este o grito que lançamos no dia em que Israel violou o seu próprio cessar-fogo e expôs perante o mundo, uma vez mais, a sua face genocida. Qualquer cessar-fogo unilateral que não pressuponha o abandono das suas forças militares dos territórios palestinianos não é mais do que uma mentira encapotada. O povo palestiniano continuará a resistir ao ocupante.

sábado, 17 de janeiro de 2009

Combater a desinformação!

"E se nos queixamos de que não temos voz porque não começamos por dar voz às paredes dos nossos bairros?"
Anónimo

João Marcelino provoca-me náuseas. Mas ao mesmo tempo satisfaz-me porque aclara que as nossas análises estão correctas. Ou seja, o director do Diário de Notícias destapa e mostra que o seu jornal não faz mais do que impor o pensamento neoliberal à maioria dos portugueses. E porque lhe chamo imposição? Precisamente porque a comunicação social continua nas mãos de uma minoria que, por sinal, é a mesma que controla a economia do nosso país. Hoje, num artigo de opinião, João Marcelino traça o retrato de José Sócrates como um político excepcional e sai em defesa do primeiro-ministro lançando um feroz ataque ao partido "Os Verdes" acusando-o - como o seu ideólogo - de ser um fantoche criado pelo Partido Comunista Português. Para tal, recupera as declarações de Zita Seabra - essa campeã da verdade que disse que Che Guevara combateu na Colômbia, que Amílcar Cabral era guineense e que Honecker morreu como secretário-geral do partido que governava a RDA.

Este não é um caso excepcional. Ainda há poucos dias, o Público - como denunciámos no artigo anterior - dizia que a Venezuela se preparava para perpetuar Hugo Chávez no poder. E a RTP, sem qualquer pudor e uma semana antes da greve decretada pelos professores, decidiu abrir dois telejornais com reportagens chocantes que envolviam a classe docente. Na primeira, uma professora obrigara uma criança a despir as pernas perante a turma e na outra o marido de uma professora atacara um aluno com uma navalha. Não há quaisquer dúvidas sobre a culpabilidade de quem cometeu tais actos. Mas sobram muitas sobre o valor-notícia que leva a emissora do Estado a mediatizar sucessivamente acontecimentos que denigrem a classe docente.

Na Venezuela, tive a oportunidade de contactar com vários jornalistas. Depois da vitória de Hugo Chávez em 1998 e, principalmente, depois da avalanche popular que derrotou o golpe de Estado em 2002, os meios de comunicação alternativos cresceram consideravelmente. Apesar do poder económico da burguesia se manter quase intacto, a população e o Estado promoveram a criação de jornais, revistas, rádios e televisões para combater a desinformação e para se baterem de igual para igual na batalha ideológica. E a verdade é que em cada um dos lados das barricadas informativas há visões do mundo absolutamente diferentes. O povo venezuelano tem agora em suas mãos mais uma ferramenta para ver de forma consciente e crítica a realidade que o rodeia. Em Portugal não. Vivemos à sombra do que nos injecta a burguesia portuguesa. E daí vem a necessidade de combatermos com os poucos meios que temos à nossa disposição a ditadura informativa que se vive no nosso país.

Nunca é demais repetir-se a importância que têm os meios de comunicação para os movimentos revolucionários. Os portugueses devem sentir-se orgulhosos de terem entre si o jornal comunista que mais tempo sobreviveu na clandestinidade. Mas, sem qualquer tipo de saudosismo, devemos contar com ele para informar e difundir as ideias que defendemos. O «Avante!» não foi, não é, nem será uma peça de museu. Serviu e servirá de meio para informar e agitar. Principalmente porque como marxistas-leninistas consideramos a verdade como um eixo essencial do nosso pensamento e acção. Que melhor forma de combater as omissões e as mentiras dos porta-vozes da minoria capitalista que com os meios dos que defendem a maioria trabalhadora?

quinta-feira, 15 de janeiro de 2009

Mentira com toda a dentadura

Durante a viagem pela América Latina dei-me conta das profundas transformações que se dão naquele continente. Agora, chego e vejo que por aqui, infelizmente, não há nada de novo. Por exemplo, o Público segue o seu ritmo produtivo de mentiras como antes. Num dos seus artigos diz que a Venezuela prepara-se para perpetuar Chávez no poder sem explicar que é a União Europeia que tenta perpetuar uma constituição através da sua imposição aos povos europeus. Para que Chávez fique perpetuamente no poder têm de ocorrer duas situações: primeiro que o povo venezuelano vote nele de forma maioritária em todas as eleições presidenciais e segundo que Hugo Chávez tenha o dom da vida eterna. Isto porque a lei eleitoral vai derrubar as barreiras à reeleição de qualquer candidato, seja bolivariano ou opositor, e também porque a lei da vida, essa sim, é limitada. O Público mente com todos os dentes.

Hugo Chávez aceitou a derrota na reforma da Constituição e aceitou a derrota em Caracas nas eleições regionais. Quantos referendos negativos são precisos para que a União Europeia reconheça a derrota da proposta de Constituição Europeia?

quarta-feira, 14 de janeiro de 2009

Tito, até à vitória, sempre!

Até sempre, amigo e camarada!

O silêncio é criminoso

A Rádio Moscovo regressou, finalmente, a Portugal. Crónicas sobre Cuba deixaremos para depois. Há várias semanas que o mundo assiste adormecido a um holocausto. Israel apoiado pelos Estados Unidos e pelo silêncio complacente da União Europeia não deixa de lançar o terror sobre o povo palestiniano. Entre os poucos países que reagiram ao massacre estão Cuba e a Venezuela. O primeiro não deixou de denunciar e condenar explicitamente a guerra de extermínio na Faixa de Gaza e o segundo expulsou o embaixador israelita. E quando refiro "holocausto", "massacre" e "guerra de extermínio" - como poderia utilizar a expressão "crime contra a humanidade" - faço-o recordando os protagonistas dos crimes hediondos que se executaram durante a II Guerra Mundial. Caros leitores, lembrem-se bem das palavras de Hitler em cada vez que enviava o seu exército para invadir um país. Nesse tempo - como neste - a paz mascarava os objectivos dos agressores. Nesse tempo - como neste - a Europa e o mundo permaneciam indiferentes ao avanço dos criminosos. Nesse tempo - como neste - os únicos que dignamente se levantavam pela verdadeira paz eram os trabalhadores.

Quem se cala também é criminoso!

quarta-feira, 24 de dezembro de 2008

Rumo a Cuba!

Depois da Venezuela, partimos para outras paragens. A partir de hoje, quarta-feira, a Rádio Moscovo passa a emitir o seu sinal combativo a partir de Cuba, território livre da América. Tentaremos, dentro do possivel, dar conta da realidade que vive o heróico povo cubano quando estamos a uma semana do 50º aniversário da Revoluçao. Há 50 anos, Fidel Castro e centenas de guerrilheiros lançavam a ofensiva final que derrotaria o fascismo e o imperialismo. Sem se render, o povo cubano soube construir uma pátria socialista e, apesar de ser um país pobre em recursos, soube levar a sua solidariedade a outros povos do mundo.

Viva Cuba socialista!

segunda-feira, 22 de dezembro de 2008

FARC lançam novo endereço na internet

Finalmente, depois das duas sabotagens contra os sites das Forças Armadas Revolucionarias da Colombia - Exército do Povo [FARC-EP], a organizaçao revolucionaria colombiana lançou o seu novo espaço digital com um novo endereço. Aqui fica a dica para que visitem http://www.farc-ejercitodelpueblo.org

Viva o povo colombiano!