quarta-feira, 21 de janeiro de 2009

Todos com a Palestina!

No próximo sábado (24 de Janeiro) pela 14.30, do Largo Camões em Lisboa, vai ter lugar nova concentração para exigir:
  • fim do massacre Israelita do povo Palestino
  • fim do bloqueio Israelita na Faixa de Gaza
  • liberdade para a Palestina
  • fim dos acordos bilaterais entre Portugal e Israel enquanto não forem cumpridas as resoluções da Nações Unidas, restabelecida a paz no território, e criadas condições para um estado Palestino livre e soberano
Esta iniciativa é organizada pela Audiência Portuguesa do Tribunal Mundial sobre o Iraque, a CGTP-IN, o Conselho para a Paz e Cooperação (CPPC), o Movimento pelos Direitos do Povo Palestino e pela Paz no Médio Oriente (MPPM), e o Movimento Democrático de Mulheres (MDM); a apoiado por mais de uma centena de organizações.

Quem ainda pretende preservar alguma "imparcialidade" neste conflito, argumentando que ambos os lado são responsáveis por crimes, ataques militares e terrorismo, faço duas perguntas:
  • Há ou não um povo que oprime outro? Gozam os Palestinos dos meus direitos e privilégios no seu território que os judeus Israelitas em Israel? Especifico judeus israelitas, porque não nos podemos esquecer que em Israel também existem cidadãos Palestinos. E se alguém pensa que eles gozam dos meus direitos de cidadania que os judeus Israelitas, leiam a recente decisão do Comité Central de Eleições que decidiu banir dois partidos árabes – o Balad e a Lista-Ta'al de Árabes Unidos – de concorrem nas eleições legislativas do próximo mês. Decisão esta tomada a pedido de dois partidos da ultra direita – Yisrael Beiteinu e a Partido Religioso de União Nacional.
  • Quantos mortos e feridos se registam entre os civis das duas populações? Os números parecem-me reveladores de uma certa desproporção na eficácia dos morteiros do Hamas e de as forças armadas terrestres, aéreas e marinhas de Israel. Parecem-me também indicar que, embora os morteiros enviados a partir dos territórios causem feridos, mortos e medo, que este último é propositadamente exacerbado pelo Governo com o objectivo de criar uma justificação para o bloqueio criminoso, ao ponto de proibir a entrada am Gaza de ajuda médica e humanitária, e para o massivo e indiscriminado massacre militar, que tem chegado ao ponto de destruir instalações das Nações Unidas

Com o lema "Fim ao Massacre na Palestina, Solidariedade com o Povo Palestiniano", está a decorrer uma campanha de esclarecimento do PCP.

retirado do blogue Jangada de Pedra

segunda-feira, 19 de janeiro de 2009

Provável vitória da FMLN em El Salvador


A Frente Farabundo Marti para la Liberación Nacional indicou esta segunda-feira que é a provável vencedora das eleições legislativas e municipais que se realizaram no domingo. A confirmar-se, o povo salvadorenho junta-se ao conjunto de países que na América Latina defendem uma alternativa ao capitalismo.

Oposição planeia destabilizar a Venezuela


Num golpe perfeito, um jornalista da Ávila Tv, canal público venezuelano, encontrou o director do principal canal privado, Globovisión, na sua chegada de Porto Rico ao aeroporto de Caracas com outros dirigentes da oposição a Hugo Chávez. De Alberto Frederico Ravell, o repórter obteve insultos e ameaças quando o acusou de 'palangrismo'. Esta é uma expressão pejorativa que caracteriza o jornalista que beneficia alguém em troca de algum benefício.

domingo, 18 de janeiro de 2009

Palestina vencerá!


Viva Ahmed Sadaat!
Viva a Frente Popular!
Viva a resistência do povo palestiniano!

É este o grito que lançamos no dia em que Israel violou o seu próprio cessar-fogo e expôs perante o mundo, uma vez mais, a sua face genocida. Qualquer cessar-fogo unilateral que não pressuponha o abandono das suas forças militares dos territórios palestinianos não é mais do que uma mentira encapotada. O povo palestiniano continuará a resistir ao ocupante.

sábado, 17 de janeiro de 2009

Combater a desinformação!

"E se nos queixamos de que não temos voz porque não começamos por dar voz às paredes dos nossos bairros?"
Anónimo

João Marcelino provoca-me náuseas. Mas ao mesmo tempo satisfaz-me porque aclara que as nossas análises estão correctas. Ou seja, o director do Diário de Notícias destapa e mostra que o seu jornal não faz mais do que impor o pensamento neoliberal à maioria dos portugueses. E porque lhe chamo imposição? Precisamente porque a comunicação social continua nas mãos de uma minoria que, por sinal, é a mesma que controla a economia do nosso país. Hoje, num artigo de opinião, João Marcelino traça o retrato de José Sócrates como um político excepcional e sai em defesa do primeiro-ministro lançando um feroz ataque ao partido "Os Verdes" acusando-o - como o seu ideólogo - de ser um fantoche criado pelo Partido Comunista Português. Para tal, recupera as declarações de Zita Seabra - essa campeã da verdade que disse que Che Guevara combateu na Colômbia, que Amílcar Cabral era guineense e que Honecker morreu como secretário-geral do partido que governava a RDA.

Este não é um caso excepcional. Ainda há poucos dias, o Público - como denunciámos no artigo anterior - dizia que a Venezuela se preparava para perpetuar Hugo Chávez no poder. E a RTP, sem qualquer pudor e uma semana antes da greve decretada pelos professores, decidiu abrir dois telejornais com reportagens chocantes que envolviam a classe docente. Na primeira, uma professora obrigara uma criança a despir as pernas perante a turma e na outra o marido de uma professora atacara um aluno com uma navalha. Não há quaisquer dúvidas sobre a culpabilidade de quem cometeu tais actos. Mas sobram muitas sobre o valor-notícia que leva a emissora do Estado a mediatizar sucessivamente acontecimentos que denigrem a classe docente.

Na Venezuela, tive a oportunidade de contactar com vários jornalistas. Depois da vitória de Hugo Chávez em 1998 e, principalmente, depois da avalanche popular que derrotou o golpe de Estado em 2002, os meios de comunicação alternativos cresceram consideravelmente. Apesar do poder económico da burguesia se manter quase intacto, a população e o Estado promoveram a criação de jornais, revistas, rádios e televisões para combater a desinformação e para se baterem de igual para igual na batalha ideológica. E a verdade é que em cada um dos lados das barricadas informativas há visões do mundo absolutamente diferentes. O povo venezuelano tem agora em suas mãos mais uma ferramenta para ver de forma consciente e crítica a realidade que o rodeia. Em Portugal não. Vivemos à sombra do que nos injecta a burguesia portuguesa. E daí vem a necessidade de combatermos com os poucos meios que temos à nossa disposição a ditadura informativa que se vive no nosso país.

Nunca é demais repetir-se a importância que têm os meios de comunicação para os movimentos revolucionários. Os portugueses devem sentir-se orgulhosos de terem entre si o jornal comunista que mais tempo sobreviveu na clandestinidade. Mas, sem qualquer tipo de saudosismo, devemos contar com ele para informar e difundir as ideias que defendemos. O «Avante!» não foi, não é, nem será uma peça de museu. Serviu e servirá de meio para informar e agitar. Principalmente porque como marxistas-leninistas consideramos a verdade como um eixo essencial do nosso pensamento e acção. Que melhor forma de combater as omissões e as mentiras dos porta-vozes da minoria capitalista que com os meios dos que defendem a maioria trabalhadora?

quinta-feira, 15 de janeiro de 2009

Mentira com toda a dentadura

Durante a viagem pela América Latina dei-me conta das profundas transformações que se dão naquele continente. Agora, chego e vejo que por aqui, infelizmente, não há nada de novo. Por exemplo, o Público segue o seu ritmo produtivo de mentiras como antes. Num dos seus artigos diz que a Venezuela prepara-se para perpetuar Chávez no poder sem explicar que é a União Europeia que tenta perpetuar uma constituição através da sua imposição aos povos europeus. Para que Chávez fique perpetuamente no poder têm de ocorrer duas situações: primeiro que o povo venezuelano vote nele de forma maioritária em todas as eleições presidenciais e segundo que Hugo Chávez tenha o dom da vida eterna. Isto porque a lei eleitoral vai derrubar as barreiras à reeleição de qualquer candidato, seja bolivariano ou opositor, e também porque a lei da vida, essa sim, é limitada. O Público mente com todos os dentes.

Hugo Chávez aceitou a derrota na reforma da Constituição e aceitou a derrota em Caracas nas eleições regionais. Quantos referendos negativos são precisos para que a União Europeia reconheça a derrota da proposta de Constituição Europeia?

quarta-feira, 14 de janeiro de 2009

Tito, até à vitória, sempre!

Até sempre, amigo e camarada!