domingo, 12 de abril de 2009

Viva a luta do povo basco!


Celebra-se, hoje, o Aberri Eguna. Centenas de milhares de bascos vão festejar o dia da sua pátria. As cidades e aldeias vão encher-se de gente que não se submete à imposição espanhola e francesa. Outros, perseguidos pela polícia, vão faze-lo longe da sua pátria. São centenas os que, no exílio, levantarão a ikurriña para reclamar um País Basco livre e socialista. Algo que nem as grades das prisões vão conseguir impedir. Os mais de 800 presos políticos bascos comemorarão, certamente, à sua maneira. Como comemorarão todos aqueles que resistem na clandestinidade.

A Rádio Moscovo saúda-os a todos e relembra o gudari Bernardo 'Tito' Arregi.

Jotake irabazi arte!
Gora eusko gudariak!

quinta-feira, 9 de abril de 2009

O desafio da Moldávia

As tensões no Leste da Europa prosseguem. Para o alargamento da NATO naquela zona do globo, há que fomentar governos pró-Estados Unidos e pró-União Europeia. Mas quando os povos votam, segundo as regras da democracia burguesa, em forças políticas que contradizem a necessidade político-militar do imperialismo de ali intervir, acontece o inesperado. Ou o esperado. Geram-se protestos arquitectados a partir do Pentágono e de Bruxelas com o apoio de toda a máquina de propaganda dos media dominantes. É o que está a acontecer na Moldávia.

Dias antes do Partido Comunista da Moldávia (PCM) conquistar a vitória nas urnas de voto, a comunicação social portuguesa referia a situação política de um país cujo nome raramente ouvimos nos telejornais. Dizia-se então que havia uma forte possibilidade de viragem naquele país. Havia uma forte coligação pró-União Europeia com capacidade de derrotar as forças pró-russas.

Isso não aconteceu. O PCM venceu as eleições. A oposição reclamou fraude e milhares de pessoas invadiram o parlamento. No meio da destruição e do caos, saíam, a plenos pulmões, vivas à Roménia. Vários manifestantes levantavam bandeiras do país vizinho. Pouco depois, os governos da Moldávia e da Rússia acusavam a Roménia de ingerência nos assuntos internos de Chisinau.

A ser verdade, seria a repetição de um filme já vivido em muitos outros países. As "revoluções" made in USA resultaram na Ucrânia e na Geórgia. Na Bielorrússia, onde a classe trabalhadora soube manter várias características e direitos conquistados na União Soviética, a jogada imperialista foi derrotada. Contudo, a Moldávia situa-se, geograficamente, numa situação complexa. Encurralada entre a Ucrânia, a Leste, e a Roménia, a Oeste, adivinham-se tempos difíceis.

quarta-feira, 8 de abril de 2009

Breakdance anti-nazi


O breakdance é uma forma de arte urbana. E esta que vos deixamos é uma bela produção artística.

sexta-feira, 3 de abril de 2009

Este blogue é anti-NATO


Inadaptats - OTAN

A NATO surgiu como organização para a "defesa do mundo livre da ameaça comunista". Desde então, já agrediram dezenas de países. Com ou sem União Soviética, assassinaram milhões de pessoas. E estiveram na origem de centenas de grupos fascistas que lançaram o terrorismo sobre os seus países. Nos dias de hoje esse papel ainda não está muito claro. Mas chegará o dia em que se levantará o véu sobre toda a carnificina que esta organização provocou e provoca. Sessenta anos depois, havia muito que dizer. Mas deixemos que falem todos os que caíram assassinados.

quarta-feira, 1 de abril de 2009

Rádio Moscovo fala verdade!

O dia acordou violento. Durante a madrugada, uma bomba rebentou com a estátua de Lénine na Estação da Finlândia, em Leninegrado (São Petersburgo). Milhares de pessoas encheram as praças de Londres contra a reunião do G20, atacaram vários bancos e invadiram o Royal Bank of Scotland. Da Letónia, chega a notícia da morte, há quatro dias, de Arnold Meri, herói do Exército Vermelho - referido num artigo de odiario.info - que estava a ser vítima de um julgamento anti-comunista. Quem faz as manchetes na Venezuela é a miss universo que diz ter adorado a sua estadia na base militar e campo de concentração de Guantanamo. Familiares de Raúl Reyes denunciaram hoje através da senadora Piedad Córdoba que o governo colombiano mentiu ao afirmar que lhes tinha entregue o corpo do comandante das FARC-EP. Também na Venezuela, um dos principais dirigentes da oposição, Manuel Rosales - ex-governador de Zulia e actual presidente de Maracaibo, capital desse mesmo Estado - fugiu e encontra-se escondido em lugar desconhecido. Ao largo da Líbia, afogaram-se centenas de africanos que embarcavam rumo ao "sonho europeu". Estudantes da Faculdade de Belas-Artes da Universidade do Porto barricaram-se no edifício em protesto contra as propinas e o Processo de Bolonha.

Nada disto é mentira.

terça-feira, 31 de março de 2009

Até quando vais ficar sem fazer nada?


Manifestação da Interjovem. Milhares de jovens trabalhadores encheram as ruas da Baixa para protestar por melhores condições de vida para a juventude portuguesa, contra a precariedade e a exploração, em ruptura com a política de direita do PS.

Até quando vais ficar sem fazer nada? Até quando vais ficar a levar porrada?

domingo, 29 de março de 2009

Clandestinidade e Estado burguês

Num artigo oportuno, Correia da Fonseca destaca o que chama de "novos clandestinos". Uma realidade que era mais invisível do que inexistente. A clandestinidade na actividade sindical - como a militância comunista - sempre existiu. É a degradação das condições de trabalho que a revela e a expande com maior intensidade. Qualquer trabalhador que possua um contrato com vínculo precário sabe que não pode esticar muito a corda. E muitas vezes a diferença entre o que age de forma aberta e o que se refugia na inércia não tem a ver com cobardia. Mas antes com a quantidade de bocas a alimentar em casa.

O capitalismo lançou um ardil bem sucedido. O endividamento das famílias está entre as principais razões que levam um trabalhador a pensar duas vezes antes de se lançar na contestação social. E a flexibilização das leis do trabalho vieram, precisamente, abrir caminho ao terror patronal. Entre os que defendem a via pacífica para o socialismo, muitos tendem a acreditar que a violência da classe trabalhadora não faz sentido perante um Estado que deixou de ser repressor para passar a ser democrático. Contudo, caem no erro de pensar que a violência é apenas física. A violência está bem evidenciada no Código Laboral.

Mas a violência física também existe. O facto de o capital não a utilizar de forma regular não quer dizer, no entanto, que ela não exista. Em Portugal, como na maioria dos países ditos democráticos, o Estado detém o monopólio da violência. Possui as Forças Armadas profissionais - ou mercenerizadas -, detém a polícia, controla o aparelho judicial e determina a produção legislativa. Toda esta estrutura faz, historicamente, parte do núcleo central do Estado burguês. E é ele a ferramenta que condiciona toda a existência da sociedade porque serve de aparelho repressor daqueles que detêm os meios de produção. A grande diferença, nos dias de hoje, é a de que a luta da classe trabalhadora e a ascensão dos projectos socialistas no século XX obrigaram os Estados capitalistas a recuar e a assumir uma vertente social. Tanto é assim que após o fim do bloco socialista no Leste da Europa os Estados capitalistas se lançaram, novamente, na ofensiva e na eliminação de direitos conquistados por gerações inteiras de trabalhadores.

É esta experiência histórica que se deve evidenciar. Quando a classe trabalhadora avançou de forma organizada e consciente, os Estados capitalistas tiveram de recuar e ceder terreno. Quando se deu o terramoto da década de 90, os Estados capitalistas avançaram contra os direitos, lançaram-se em várias guerras e, sob a capa do terrorismo, implementaram várias medidas securitárias e repressivas. Não há quaisquer dúvidas de que os partidos comunistas e progressistas e de que os sindicatos, estão numa posição muito mais recuada do que há décadas. Mas a fábula do "fim da História" já não encanta. A actual crise do capitalismo demonstra que este sistema político e económico não é a solução. E sabendo que a burguesia treme, sabemos também que é quando ela treme que puxa o cobertor e reage de forma violenta.

Sem entrar em qualquer espécie de futurologia, o carácter repressivo e anti-democrático vai evidenciar-se mais quanto mais o capital se deparar com uma classe trabalhadora unida e combativa. Os sinais estão aí. Em vários países, perderam qualquer pudor em atacar as manifestações e em limitar as liberdades democráticas. A União Europeia perante a opinião desfavorável dos povos tenta impor um Tratado Constitucional que enquadra as necessidades da burguesia deste continente. E, perante isto, soarão os cantos de sereia da social-democracia e do reformismo de que a crise é de todos e que requer uma solução conjunta.

Não. O papel dos trabalhadores não é o de servir de jarra decorativa nas reuniões de crise. O seu papel é o de combater nas ruas de forma organizada e consciente. Por um mundo de justiça social, de paz e de progresso. Naturalmente, pelo socialismo. Para isso temos de romper o ciclo do medo e do terror. Mostrar que unidos venceremos. Porque a luta é o único caminho.