O "i", nome registado para o título, dirige-se à classe alta, "um público que olha para a informação com rigor e exigência". Martim pensa que "há um enorme mercado não preenchido. Temos a certeza que não vamos fazer sumir leitores dos outros jornais".
quinta-feira, 7 de maio de 2009
quarta-feira, 6 de maio de 2009
Vaiar não é um crime
Como um blogue que se orienta por princípios revolucionários, a Rádio Moscovo combate não só a direita mas também a social-democracia. Entre os artigos que já aqui se publicaram encontram-se muitos que denunciam a verdadeira natureza do Bloco de Esquerda. Contudo, não embarcamos na identificação e denúncia de membros do Bloco de Esquerda que vaiaram o Vital Moreira. Desde a primeira hora, condenámos a provocação do cabeça-de-lista do Partido Socialista ao Parlamento Europeu. Também condenámos a comunicação social pela mentira que construíram. E, fundamentalmente, denunciámos o oportunismo de partidos como o BE, o PSD e o CDS. Entre eles, destacámos que durante os factos ocorridos havia todo o tipo de gente. Houve, provavelmente, gente do PS, do BE e do PCP. E, claro, gente sem partido. A existência de membros dos dois primeiros partidos foi aqui referida para enquadrar o oportunismo dessas organizações em querer condenar e encostar o PCP à parede. Mas não podemos tolerar que se ande pela internet a identificar quem participou na vaia. Não só porque vaiar não é um crime - antes um direito de qualquer trabalhador revoltado - mas também porque a bufaria que por aí anda a circular em nada prestigia quem a promove. Deve-se sim denunciar o oportunismo do Bloco de Esquerda.
segunda-feira, 4 de maio de 2009
Homenagem a Vasco Granja
Morreu Vasco Granja. Ao grande divulgador da banda desenhada e da animação de gerações e gerações de crianças, adolescentes e adultos que nunca deixaram de ser jovens a Rádio Moscovo deixa a sua homenagem. Mas principalmente ao militante comunista.João Paulo Paiva Bóleo (JPB) - No capítulo da política esteve mesmo ligado a partidos, etc.?
Vasco Granja (VG) - Ao Partido Comunista. Foi sempre o meu e continua a ser.
JPB - Quando é que entrou no Partido Comunista, lembra-se? O que o levou a filiar-se?
VG - Foi uma questão de simpatia.
JPB - Mas tinha alguns antecedentes na sua família?
VG - Não, mas eu lia muito, estava muito ligado... Olhe, foi por causa da Guerra de Espanha. Na rua onde eu morava havia muitos tipos que nós chamávamos "Piolhos Verdes". Eram legionários que iam combater ao lado dos franquistas, contra a esquerda. E nós, miúdos, sei lá, aí com 15 anos, tínhamos repulsa por esses tipos, que eram uns alienados, e começou a haver da minha parte um grande distanciamento. Mas nós, na rua Cecílio de Sousa, convivíamos todos; havia os da esquerda, os da direita, como era comum nessa época.
Maria José Pereira (MJP) - E quando foi preso pela primeira vez?
VG - Fui preso duas vezes, em meados dos anos 50. Foi no Capitólio. O Capitólio era o meu cinema favorito e, então, fui preso por recolha de fundos para o Partido Comunista. Mas organizei - eu e os meus companheiros - muitas sessões de cinema no Capitólio.
MJP - Então, ouça lá, fazia amigos em todo o lado e não conseguiu fazer amigos na PIDE? (risos)
VG - Amigos na PIDE? Passei dois anos na prisão.
JPB - Mas seguidos ou por várias vezes?
VG - Várias vezes, em 1955, 1963..., mas no total, dois anos. Tanto que fui parar a Peniche. Quando apareci em Peniche, já só faltava um mês para sair em liberdade e os guardas responsáveis disseram: «Isto é inacreditável, mandar para cá uma pessoa que daqui a um mês está cá fora».
JPB - E com que base é que o prendiam?
VG - Por ser do Partido Comunista.
[excerto de entrevista realizada a Vasco Granja para o livro Vasco Granja - Uma vida... 1000 imagens.]
domingo, 3 de maio de 2009
Dez povos. Dez lutas. Dez filmes.
A Rádio Moscovo propõe dez filmes que resgatam a memória histórica das lutas de dez povos:
1. Batalha de Argel. Filme realizado por Gillo Pontecorvo (Itália) sobre a luta da Frente de Libertação Nacional da Argélia. Em 1965, foi proibido em França. Em 2003, foi projectado no Pentágono para estudar como combater a Resistência Iraquiana.
2. 1900. Filme realizado por Bernardo Bertolucci (Itália) sobre a luta entre camponeses e agrários durante a primeira metade do século XX. Um bom retrato sobre o fascismo italiano e a luta da classe trabalhadora.
3. Sal da Terra. Filme independente realizado por Herbert Biberman (Estados Unidos) com o apoio único do Sindicato dos Mineiros. A maioria dos actores são mineiros que não tinham qualquer experiência. O principal papel é desempenhado por Juan Chacón que acaba, na vida real, por se destacar como dirigente do Partido Comunista dos Estados Unidos. Esta obra foi proibida nos Estados Unidos e foca não só a luta dos mineiros mas, principalmente, a luta das mulheres.
4. Operação Ogre. Filme realizado por Gillo Pontecorvo (Itália) sobre o atentado da organização independentista basca ETA contra o almirante Carrero Blanco, presidente do governo fascista espanhol.
5. Sou Cuba. Filme realizado por Mikail Kalatozov (URSS) sobre as desigualdades existentes em Cuba durante a ditadura de Batista. Também retrata a luta do povo cubano. Considerado uma obra-prima do ponto de vista técnico.
6. Olga. Filme realizado por Jayme Monjardim (Brasil) sobre a comunista alemã que ao serviço da Internacional Comunista protegeu o histórico dirigente do Partido Comunista Brasileiro Luiz Carlos Prestes. Baseado no livro de Fernando Morais publicado em Portugal pela editorial «Avante!».
7. Omar Mukhtar, Leão do Deserto. Filme realizado por Moustapha Akkad (Estados Unidos) sobre a luta de libertação nacional do povo líbio contra a ocupação italiana. A película foi proibida em Itália por "danificar a imagem e o orgulho das forças armadas italianas".
8. Brisa de Mudança. Filme realizado por Ken Loach (Inglaterra) sobre a luta de libertação nacional do povo irlandês encabeçada pelo IRA.
9. Quando voam as cegonhas. Filme realizado por Mikail Kalatozov (URSS) sobre a realidade soviética durante a guerra contra o nazi-fascismo.
10. Canção de Carla. Filme realizado por Ken Loach (Inglaterra) sobre uma viagem à Nicarágua. Um retrato sobre a Frente Sandinista de Libertação Nacional durante a guerra suja dos CONTRAS.
Tenham um bom serão.
1. Batalha de Argel. Filme realizado por Gillo Pontecorvo (Itália) sobre a luta da Frente de Libertação Nacional da Argélia. Em 1965, foi proibido em França. Em 2003, foi projectado no Pentágono para estudar como combater a Resistência Iraquiana.
2. 1900. Filme realizado por Bernardo Bertolucci (Itália) sobre a luta entre camponeses e agrários durante a primeira metade do século XX. Um bom retrato sobre o fascismo italiano e a luta da classe trabalhadora.
3. Sal da Terra. Filme independente realizado por Herbert Biberman (Estados Unidos) com o apoio único do Sindicato dos Mineiros. A maioria dos actores são mineiros que não tinham qualquer experiência. O principal papel é desempenhado por Juan Chacón que acaba, na vida real, por se destacar como dirigente do Partido Comunista dos Estados Unidos. Esta obra foi proibida nos Estados Unidos e foca não só a luta dos mineiros mas, principalmente, a luta das mulheres.
4. Operação Ogre. Filme realizado por Gillo Pontecorvo (Itália) sobre o atentado da organização independentista basca ETA contra o almirante Carrero Blanco, presidente do governo fascista espanhol.
5. Sou Cuba. Filme realizado por Mikail Kalatozov (URSS) sobre as desigualdades existentes em Cuba durante a ditadura de Batista. Também retrata a luta do povo cubano. Considerado uma obra-prima do ponto de vista técnico.
6. Olga. Filme realizado por Jayme Monjardim (Brasil) sobre a comunista alemã que ao serviço da Internacional Comunista protegeu o histórico dirigente do Partido Comunista Brasileiro Luiz Carlos Prestes. Baseado no livro de Fernando Morais publicado em Portugal pela editorial «Avante!».
7. Omar Mukhtar, Leão do Deserto. Filme realizado por Moustapha Akkad (Estados Unidos) sobre a luta de libertação nacional do povo líbio contra a ocupação italiana. A película foi proibida em Itália por "danificar a imagem e o orgulho das forças armadas italianas".
8. Brisa de Mudança. Filme realizado por Ken Loach (Inglaterra) sobre a luta de libertação nacional do povo irlandês encabeçada pelo IRA.
9. Quando voam as cegonhas. Filme realizado por Mikail Kalatozov (URSS) sobre a realidade soviética durante a guerra contra o nazi-fascismo.
10. Canção de Carla. Filme realizado por Ken Loach (Inglaterra) sobre uma viagem à Nicarágua. Um retrato sobre a Frente Sandinista de Libertação Nacional durante a guerra suja dos CONTRAS.
Tenham um bom serão.
Abram alas que McCarthy está de volta
Ao longo destes dois últimos dias, tenho lido vários artigos, reportagens e textos em blogues sobre os incidentes no 1º de Maio. Na sua maioria, seguem a melhor tradição mccarthista de perseguição ao PCP e aos comunistas. A farsa montada pelo Partido Socialista e por Vital Moreira foi seguida não só pela direita mas também por personalidades do Bloco de Esquerda. Daniel Oliveira, numa sanha persecutória, típica de um anti-comunista, ilustra o seu blogue com uma caricatura de Vital Moreira a levar um soco de um comunista. Esta é a verdadeira embriaguez de violência. A embriaguez de algo que não existiu mas que queriam que tivesse existido.
Indignados, como freiras inocentes, bloquistas apressam-se a acusar o PCP de sectarismo. Responsabilizam-no pelos incidentes e condenam a sua reacção. Juntam-se ao coro dos que lhe exigem desculpas. Uns dizem mata. Os outros gritam esfola. E timidamente, assustam-se, porque começa a circular na internet as imagens de um quadro do Bloco de Esquerda a gritar contra Vital Moreira. À Rádio Moscovo pouco lhe importa a que partidos pertencem os que participaram nos incidentes. As dezenas de milhares de pessoas que ali estavam estavam porque são afectas à CGTP.
A raiz do problema, mais uma vez, não é a reacção dos trabalhadores à delegação do partido do governo e a Vital Moreira. O eixo do problema encontra-se na provocação do Partido Socialista e do candidato às eleições europeias. Só compreendendo isso se pode compreender tudo o resto. Só compreendendo tudo o que disse o PS e Vital Moreira sobre a CGTP e os trabalhadores se pode analisar o que se passou no 1º de Maio. Este é o governo que mandou processar sindicalistas. Que autorizou cargas policiais sobre trabalhadores. Houve até um secretário de Estado que falou em trucidar os trabalhadores. Mas essas, claro, não foram agressões.
Ontem, já se lançavam acusações sobre um sindicalista em Melgaço. Parece que a delegação de José Sócrates foi recebida com apupos numa feira. Os apupos sucedem-se há meses. O governo e o PS acusam os comunistas de o perseguir. Contudo, sabem muito bem que é o povo quem protesta. É o desempregado, o trabalhador com vínculo precário, o sindicalista processado, o operário agredido pela polícia, a mulher discriminada no trabalho, o endividado, o idoso que tem de se deslocar quilómetros para ir a uma consulta, a pensionista que não tem dinheiro para os medicamentos, os estudantes que não conseguem pagar as propinas. São estes que BE, PS, PSD e CDS-PP perseguem.
Mas nesta perseguição não participa apenas a direita e a social-democracia. Num surpreendente - ou não - artigo de opinião no Diário de Notícias, José Saramago pede a identificação e a expulsão dos que sendo militantes do PCP participaram nos insultos. É certo que o Prémio Nobel da Literatura já atropelou dezenas de artigos dos Estatutos do PCP mas não tem qualquer pudor em juntar-se ao grupo dos que gritam esfola e ainda pede a expulsão de quem hipoteticamente do Partido tenha participado nos incidentes. Ele que neste artigo até se descreve como um "militante disciplinado" nem parece o mesmo José Saramago que atacou Cuba, que classificou os combatentes das FARC como um grupo de bárbaros narcoterroristas, que propôs uma coligação com Alberto Costa em Lisboa.
Felizmente, não nos derrotarão. Estamos e estaremos ao lado dos trabalhadores. Estamos e estaremos contra a minoria que detém o poder político, económico e mediático. Somos a única alternativa ao actual sistema capitalista. Não queremos a sua manutenção como a maioria dos partidos. Ou a sua humanização como o Bloco de Esquerda. Tampouco queremos Cuba ou a Coreia do Norte em Portugal, como disse o presidente da CIP. Com todo o respeito pelas opções daqueles povos, queremos um socialismo construído e dirigido pelos trabalhadores portugueses. Nas próximas eleições, tentaremos devolver a esperança de Abril ao nosso povo. Mas não só nas urnas. Também nas ruas. E o próximo dia 23 de Maio será de mobilização obrigatória.
Todos à Marcha da CDU!
A luta é o único caminho!
Indignados, como freiras inocentes, bloquistas apressam-se a acusar o PCP de sectarismo. Responsabilizam-no pelos incidentes e condenam a sua reacção. Juntam-se ao coro dos que lhe exigem desculpas. Uns dizem mata. Os outros gritam esfola. E timidamente, assustam-se, porque começa a circular na internet as imagens de um quadro do Bloco de Esquerda a gritar contra Vital Moreira. À Rádio Moscovo pouco lhe importa a que partidos pertencem os que participaram nos incidentes. As dezenas de milhares de pessoas que ali estavam estavam porque são afectas à CGTP.
A raiz do problema, mais uma vez, não é a reacção dos trabalhadores à delegação do partido do governo e a Vital Moreira. O eixo do problema encontra-se na provocação do Partido Socialista e do candidato às eleições europeias. Só compreendendo isso se pode compreender tudo o resto. Só compreendendo tudo o que disse o PS e Vital Moreira sobre a CGTP e os trabalhadores se pode analisar o que se passou no 1º de Maio. Este é o governo que mandou processar sindicalistas. Que autorizou cargas policiais sobre trabalhadores. Houve até um secretário de Estado que falou em trucidar os trabalhadores. Mas essas, claro, não foram agressões.
Ontem, já se lançavam acusações sobre um sindicalista em Melgaço. Parece que a delegação de José Sócrates foi recebida com apupos numa feira. Os apupos sucedem-se há meses. O governo e o PS acusam os comunistas de o perseguir. Contudo, sabem muito bem que é o povo quem protesta. É o desempregado, o trabalhador com vínculo precário, o sindicalista processado, o operário agredido pela polícia, a mulher discriminada no trabalho, o endividado, o idoso que tem de se deslocar quilómetros para ir a uma consulta, a pensionista que não tem dinheiro para os medicamentos, os estudantes que não conseguem pagar as propinas. São estes que BE, PS, PSD e CDS-PP perseguem.
Mas nesta perseguição não participa apenas a direita e a social-democracia. Num surpreendente - ou não - artigo de opinião no Diário de Notícias, José Saramago pede a identificação e a expulsão dos que sendo militantes do PCP participaram nos insultos. É certo que o Prémio Nobel da Literatura já atropelou dezenas de artigos dos Estatutos do PCP mas não tem qualquer pudor em juntar-se ao grupo dos que gritam esfola e ainda pede a expulsão de quem hipoteticamente do Partido tenha participado nos incidentes. Ele que neste artigo até se descreve como um "militante disciplinado" nem parece o mesmo José Saramago que atacou Cuba, que classificou os combatentes das FARC como um grupo de bárbaros narcoterroristas, que propôs uma coligação com Alberto Costa em Lisboa.
Felizmente, não nos derrotarão. Estamos e estaremos ao lado dos trabalhadores. Estamos e estaremos contra a minoria que detém o poder político, económico e mediático. Somos a única alternativa ao actual sistema capitalista. Não queremos a sua manutenção como a maioria dos partidos. Ou a sua humanização como o Bloco de Esquerda. Tampouco queremos Cuba ou a Coreia do Norte em Portugal, como disse o presidente da CIP. Com todo o respeito pelas opções daqueles povos, queremos um socialismo construído e dirigido pelos trabalhadores portugueses. Nas próximas eleições, tentaremos devolver a esperança de Abril ao nosso povo. Mas não só nas urnas. Também nas ruas. E o próximo dia 23 de Maio será de mobilização obrigatória.
Todos à Marcha da CDU!
A luta é o único caminho!
sábado, 2 de maio de 2009
Fantasminha brincalhão
Entre as curiosidades que assaltam o colectivo da Rádio Moscovo, está a de saber se a candidatura de Vital Moreira às eleições europeias teve alguma influência na venda de discos do Avô Cantigas.
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