quarta-feira, 20 de maio de 2009

Debate sobre Venezuela bolivariana

Amanhã, quinta-feira, debate sobre a Venezuela bolivariana. Às 19 horas, no Centro Social da Mouraria. Organizado pelo colectivo-blogue Tirem as Mãos da Venezuela. Com a presença de Francisco Furtado, desta organização, e de Bruno Carvalho, correspondente da rádio Al Son del 23 (Caracas). Sobre a localização ver aqui.

Aparece e divulga!

sexta-feira, 15 de maio de 2009

23 de Maio: Todos na linha-da-frente com a CDU!


O mítico grupo basco Kortatu toca La Linea del Frente. Como canta Fermin Muguruza, o encontro é às três. Desta vez, não nas barricadas em Bilbau mas no Saldanha, em Lisboa. No dia 23 de Maio.

Bom fim-de-semana para quem não trabalha.

As tristes figuras do PCE e da Esquerda Unida

Um conjunto de cidadãos do Estado espanhol decidiu apresentar uma candidatura ao Parlamento Europeu. Constituíram assim a Iniciativa Internacionalista. Pelo impacto que têm alguns dos intelectuais comprometidos que encabeçam a lista - como o escritor Alfonso Sastre - o Estado espanhol já veio afirmar que esta candidatura tem ligações à ETA. Há uma clara tentativa de ilegalizar uma lista que se assume como "esquerda radical e internacionalista". Para conhecer melhor esta organização, nada como ler o artigo de Angeles Maestro no odiario.info.

Entre os partidos que condenaram a possível ilegalização da Iniciativa Internacionalista pelas marionetas do governo espanhol nos tribunais estão a Esquerda Republicana Catalã, o Partido Nacionalista Basco, a Eusko Alkartasuna, a Aralar e o Partido Comunista dos Povos de Espanha. É amplamente reconhecido que nenhum deles apoia a ETA e a luta armada. Todos eles são insuspeitos e, na sua maioria, são partidos social-democratas ou de direita. O Partido Comunista dos Povos de Espanha é uma cisão à esquerda do PCE. Mas reconhecem que a criminalização da Iniciativa Internacionalista representa um ataque contra a democracia. Contudo, a Esquerda Unida - onde figura o Partido Comunista de Espanha - diz que o que decidam os tribunais está bem.

Através do seu eurodeputado Willy Meyer - pelo qual até nutria algum respeito - a Esquerda Unida afirma que "se um juiz ou um tribunal decide que determinada candidatura não se deve apresentar, pois então não se apresenta". Acrescentou ainda que "estamos num Estado de Direito e o que há que fazer é respeitar o Estado de Direito, o caso está nos tribunais que serão os que decidirão".

O estado a que chegou a Esquerda Unida e o PCE é triste. Uma organização que se afirma comunista não pode tecer este tipo de comentários quando está em causa a destruição de direitos fundamentais. Abrir caminho à repressão através do seu apoio servil ao aparelho burguês só fica bem aos lacaios do capital. Não sei se sobrarão muitas migalhas ao PCE mas a classe trabalhadora, mais tarde ou mais cedo, saberá dar a sua resposta.

quinta-feira, 14 de maio de 2009

Está na hora da mudança!


Um vídeo que retrata as imagens do principais protagonistas da política de direita e da contra-revolução que tem vindo a ser executada pelo PS, PSD e CDS-PP. Imagens da repressão brutal contra os trabalhadores da Marinha Grande e contra os utentes da Ponte 25 de Abril. E desde então nada mudou. Violência contra operários de cidades de várias regiões do país. Processos judiciais contra sindicalistas, dirigentes estudantis e militantes comunistas. Como diz José Sócrates, num Estado democrático não se pode atacar a polícia. O povo deve comer e calar. Quem diz que à violência da burguesia se deve ripostar com a auto-defesa da classe trabalhadora é um criminoso. Até ao dia em que nos levantarmos.

quarta-feira, 13 de maio de 2009

Contra o reformismo e a social-democracia, por uma outra Europa!

Ontem, a Rádio Moscovo dava conta de um documento histórico elaborado entre diversos Partidos Comunistas e Operários de toda a Europa. Nele ficava bem patente a caracterização política que estas organizações fazem da União Europeia. Mas também clarificava a sua posição perante partidos reformistas e oportunistas que integram o Partido da Esquerda Europeia (PEE). Hoje, publicamos uma animação criada por esse partido para a presente campanha eleitoral. Foi encontrada pela Rádio Moscovo no site do Partido Comunista de Espanha, organização que apela ao voto nos partidos que compõem o PEE, do qual faz parte o Bloco de Esquerda.

Naturalmente, a Rádio Moscovo apela ao voto esclarecido e combativo de todos os trabalhadores em organizações revolucionárias que lutam por uma outra Europa e pelo socialismo. Em Portugal, o Partido Comunista Português é o único que incorpora essas características.

Vejam a animação do PEE aqui.

Sobre as quotas para imigrantes

"As raças não nos separam. Separa-nos a classe social. O imigrante é teu amigo. O teu inimigo é o capital."

"Querem dividir-nos e que nos odiemos para manterem a exploração. Lutemos irmãos de todas as raças. Lutemos contra a agressão."

Sin Dios

terça-feira, 12 de maio de 2009

Por uma outra Europa

Numa conferência de imprensa, em que se apresentou um documento europeu conjunto de Partidos Comunistas e Operários, a secretária-geral do Partido Comunista da Grécia (KKE) teceu importantes declarações. Aleka Papariga afirmou que hoje a classe operária necessita de um projecto que confronte a União Europeia e que tal projecto está reflectido no documento apresentado. Assinalou que essa é a posição comum dos 21 partidos signatários. A União Europeia não reformável e, na medida em que a unidade comunista avance, fortalecer-se-á a posição dos trabalhadores e dos povos na Europa.

A secretária-geral do KKE expressou que "as posições dos que pretendem reformar a UE colocam-se ao lado das posições do capitalismo e não oferecem nada de distinto do que existe hoje. A camarada grega referia-se especificamente ao Partido da Esquerda Europeia (PEE) - onde está o Bloco de Esquerda, o PCE, o PCF e a Refundação Comunista Italiana, entre outros - que "não representa nenhuma mudança no desenvolvimento da política da UE e partilha de uma maneira ou de outra este projecto de capitalismo". A dirigente grega finalizou a sua intervenção afirmando que "é necessário combater estas posições como luta política e ideológica para evitar enganos à classe operária" e recordou que "é necessário prosseguir o trabalho para ampliar a unidade das forças revolucionárias e fortalecer o seu projecto político, pois beneficiará a classe operária em toda a Europa".

De seguida, falou o camarada Gyula Thurmer, presidente do Partido dos Trabalhadores Comunistas Húngaros que explicou a experiência concreta do seu partido, que no passado 1º de Maio abandonou o Partido da Esquerda Europeia de que foi fundador ao entender que "a prática demonstrou que o PEE apenas procura um capitalismo de rosto humano e não confronta o projecto imperialista".

Thurmer explicou que na Hungria o fim do projecto socialista desembocou num retrocesso generalizado das condições de vida da maioria da população - extremamente duras para 90 por cento do povo - e destacou a penetração generalizada do capital externo. Para os comunistas húngaros, finalizou, "o texto dos 21 partidos é de uma grande importância para a luta dos trabalhadores e o nosso partido continuará no futuro a trabalhar por este caminho".

O carácter político do documento é atestado também pelos signatários: Partido dos Trabalhadores da Bélgica, Partido Comunista da Bretanha, Partido Comunista da Bulgária, Partido dos Comunistas Búlgaros, Partido Comunista na Dinamarca, Partido Comunista da Estónia, Partido Comunista da Grécia, Partido dos Trabalhadores Comunistas Húngaros, Partido Comunista da Irlanda, Partido dos Trabalhadores da Irlanda, Partido Socialista da Letónia, Partido Socialista da Lituânia, Partido Comunista do Luxemburgo, Partido Comunista de Malta, Novo Partido Comunista da Holanda, Partido Comunista da Polónia, Partido Comunista Português, Partido Comunista Romeno, Partido Comunista da Eslováquia, Partido Comunista dos Povos de Espanha, Partido Comunista da Suécia.