Ontem, assistimos todos à exaltação patrioteira da contratação de Cristiano Ronaldo. Se é certo que por estes dias a vida nas redacções anda monótona isso não é razão para se cair no sentimento do "que é nacional é bom", como vinha no pacote de bolachas. O editorial de ontem do Diário de Notícias afirmava que "Barroso funciona para a imagem de Portugal moderno como Mourinho para a do futebol português. Ou seja, Portugal só tem a ganhar em ter um presidente da Comissão Europeia... mesmo que não tenha nada a ganhar com isso". Portanto, suponho que Portugal só tem a ganhar em ter o jogador mais caro do mundo...mesmo que não tenha nada a ganhar com isso.
O jornal El Mundo fazia comparações com aquilo que vale Cristiano Ronaldo. "Um boeing, dez mansões de luxo, duas estações de caminhos-de-ferro, um hospital com 200 camas, 30 carros de combate ou pagar bolsas de estudo a 12 por cento dos estudantes espanhóis durante um ano lectivo". E a Rádio Moscovo, naturalmente, pergunta: quantos trabalhadores são necessários para construir um boeing, dez mansões de luxo, duas estações de caminhos-de-ferro, um hospital com 200 camas ou 30 carros de combate? E quanto receberá cada um deles pelo suor do seu trabalho?
Pois, em tempos de uma grave crise que afecta duramente a classe trabalhadora há gente que se dá ao luxo de bater recordes deste tipo. O negócio do futebol é uma realidade suja. Está intimamente ligado ao tráfico de armas e drogas, à especulação imobiliária e, naturalmente, à lavagem de dinheiro. Mas igualmente suja é a moral destas vedetas broncas. Cristiano Ronaldo não deve a bronquice à sua origem humilde mas à forma como se move pelo mundo do futebol-espectáculo. Hoje, o jornal The Sun informa que o jogador português se embriagou em Los Angeles com Paris, a famosa herdeira da família Hilton que representa a decadência moral e a inutilidade da burguesia em todo o seu esplendor. Ronaldo, que deve o seu nome a Ronald Reagan, gastou a módica quantia de 17 mil euros em álcool.
Portanto, o editorial do Diário de Notícias tem a sua razão de ser. Portugal só tem a ganhar com o facto de Cristiano Ronaldo ser português...mesmo que não ganhe nada com isso. Nem que seja a chacota de sermos dos países mais pobres da Europa e de termos um tipo que dá uns chutos numa bola e que vai ser contratado a um preço que um vulgar trabalhador português só receberia se vivesse várias vidas a rebentar-se numa fábrica qualquer. No fundo, ganhamos tanto como com o facto de Durão Barroso ser português, de ter sido o anfitrião da Cimeira dos Açores e de ser o presidente da União Europeia. Porque o que é nacional é bom.
Para quem não pode viajar por estes dias, a Rádio Moscovo volta a fazer uma proposta de cinema que representa diferentes lutas de diferentes países:
1. Estado de Sítio. Filme realizado por Costa-Gavras (Grécia) sobre a luta de libertação nacional dos Tupamaros no Uruguai. Retrata bem como funciona a CIA na formação das polícias e exércitos da América Latina promovendo os assassinatos políticos e a tortura.
2. Debaixo de Fogo. Filme realizado por Roger Spottiswoode (Estados Unidos) sobre a luta de libertação nacional conduzida pela FSLN na Nicarágua em 1979. Um fotojornalista norte-americano embrenha-se no conflito e põe-se do lado dos sandinistas.
3. O que é isso, companheiro? Filme realizado por Bruno Barreto (Brasil) sobre a luta do Movimento Revolucionário 8 de Outubro (MR-8) na década de 60. Um comando daquela organização armada decide raptar o embaixador norte-americano para o negociar na troca com presos políticos.
4. Hunger. Filme realizado por Steve McQueen (Inglaterra) sobre a greve de fome dos presos políticos do IRA. Foca sobretudo as seis últimas semanas de vida de Bobby Sands. Em 1981, 12 militantes do Exército Republicano Irlandês morreram neste protesto.
5. Guerrilheira. Documentário realizado por Frank Piasecki Poulsen (Dinamarca) sobre a vida nas Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC). Retrata o percurso de uma estudante que decide entrar na guerrilha e a formação política e militar que recebe.
Cavaco Silva condecora a UGT no dia de Portugal. João Proença já veio dizer que a condecoração é merecida. "Diria que a UGT merece essa condecoração pelo trabalho que tem desenvolvido na consolidação da democracia em Portugal, do diálogo e da concertação". Por cá, concordamos em absoluto com João Proença. Merecem, sim senhor.
Num primeiro comentário superficial, podemos afirmar que é assustadora a vaga de direita que se alastrou a toda a Europa. Em vários artigos, comentámos que a existência de uma grave crise económica não é por si só sinónimo de avanço das forças de esquerda. Pode e está a ser aproveitada de forma populista pela direita. Em Itália, apesar de todos os escândalos, Berlusconi esmaga toda a oposição. Mete dó um país onde existiu um dia o Partido Comunista mais forte da Europa Ocidental. No Estado espanhol, com grandes dificuldades, a Esquerda Unida consegue manter os seus dois eurodeputados. E, no País Basco, a Iniciativa Internacionalista alcança os 15 por cento apesar de não eleger qualquer candidato. Em França, ganha Sarkozy. Na Alemanha, a Merkel. Uma das poucas mas muito boa notícia é a subida do Partido Comunista da Grécia.
Contudo, em Portugal, a direita sofre uma grave derrota. Tanto o PS como o PSD perdem em votos e em percentagem. A CDU alcança o melhor resultado eleitoral em 15 anos e quase que elege a terceira candidata. Uma vez mais, como nas anteriores eleições, ficámos a poucos votos desse objectivo. Tudo isto depois de uma grande campanha eleitoral construída pelo esforço de milhares de activistas. E sem qualquer apoio da comunicação social. É aí que se alicerça fundamentalmente o resultado do BE. Sem estrutura nacional estável, são impensáveis alguns dos resultados que obtêm em determinadas zonas do pais sem o apoio incondicional dos jornais e das televisões.
Nos próximos dias, com toda a probabilidade, nascerá uma campanha com a ideia de que a CDU sofreu uma derrota ao ficar atrás do BE. Tentar-se-á escamotear o facto da CDU ter crescido em votos e em percentagem mantendo os dois deputados num cenário em que isso reflecte um crescimento devido à redução do número de eurodeputados portugueses. Tentar-se-á catapultar o BE como a grande força de esquerda para as legislativas.
Nota: Afinal, o Partido Comunista da Grécia desceu de 9,48 para 8,35 passando de três eurodeputados para dois (num contexto em que aquele país perde dois eurodeputados). Na Irlanda, o Sinn Féin sobe de 11,1 para 13,9. Em França, a Frente de Esquerda consegue uma ligeira subida. Em Itália, a Refundação e o PdCI descem. Na Alemanha, sobe o Die Linke. No Chipre, o Akel passa de 27,89 para 34,9.
Esta é uma pergunta pertinente nos dias que correm. As pessoas que a fazem podem dar-se por felizes. Se a fazem é porque conseguiram resistir à campanha dos partidos do sistema e da comunicação social contra a política e os políticos. Porque a esmagadora maioria repete a ideia de que são todos iguais e que só querem encher os bolsos. Senão, vejamos. O PS, o PSD, o CDS-PP e, já agora o PPM, participaram de forma mais ou menos activa na destruição das conquistas de Abril. Foram eles que durante as últimas três décadas deram voz aos interesses do capital. E são tão culpados que os eurodeputados do PS e do PSD estiveram de acordo em 93 por cento das vezes no Parlamento Europeu.
Agora montaram um interessante circo de variedades em que se degladeiam com toda a violência. Mas numa violência que não desfere qualquer golpe político. Porque no essencial são o mesmo. As duas faces do capitalismo português. Quando o PSD se afundou no lamaçal do BPN, Vital Moreira e o PS desataram à gargalhada. Para logo se calarem. Afinal, o e-mail de Abdool Vakil mostra como funcionam as coisas. É este o circo em que vivemos. Abdool Vakil, acusado há anos pela revista Visão de financiar o "terrorismo islâmico", dá uma mãozinha a uns e a outros. Que importa desde que o capital se mantenha intacto?
Mas isto é apenas a ponta do iceberg. Infelizmente, já poucos se lembram de que o PSD foi condenado a pagar uma multa por ter recebido um financiamento ilegal da Somague. Ou do "abandono" de Jorge Coelho da vida política para abraçar a generosa causa de conduzir os destinos da construtora Mota-Engil. E de todos os que de um ou de outro partido assumiram cargos de direcção em empresas de áreas em que antes haviam sido ministros ou secretários de Estado. Não é preciso ser-se jornalista ou investigador para chegar à clara conclusão de que tanto o PS como o PSD estão envolvidos em práticas ilegais ou nada éticas de promiscuidade entre o poder político e o poder económico. Em relação ao CDS-PP basta recordar o esquema dos submarinos e as famosas fotocópias tiradas à pressa.
Certamente que qualquer pessoa se revolta contra o actual estado de coisas e é levada a pensar que todos são iguais. Primeiro porque se não estivermos muito atentos parece que só existe o PS e o PSD e em segundo lugar porque a campanha mediática contra os políticos e os partidos é acompanhada pelo Bloco de Esquerda e por movimentos de origens muito duvidosas. Movimentos que em muitos dos casos apresentam as mesmas ideias que o PS e o PSD mas com roupagens diferentes. Laurinda Alves do Movimento Esperança Portugal admitia que concordava com a Constituição Europeia e que gostava de Durão Barroso e do seu trabalho. E Manuel Alegre que colaborou com a direita durante o processo revolucionário e grande ídolo das gentes da Rua da Palma já mostrou a sua verdadeira face. Um oportunista que vacila entre as opções que melhor lhe podem servir o ego.
É neste contexto que o trabalho dos eurodeputados da CDU, Ilda Figueiredo e Pedro Guerreiro, é desvalorizado e escondido nas gavetas das redacções. Não importa que se saiba que a CDU foi a que mais trabalhou no Parlamento Europeu. Não importa que se saiba que Miguel Portas do Bloco de Esquerda não foi mais do que um turista em Bruxelas. E não importa que se saiba - repito - que em 93 por cento das ocasiões PS e PSD estiveram de acordo. Mas não se trata apenas disto. Não se trata apenas do muito trabalho que se faz. Uma vez que não somos tecnocratas valorizamos o conteúdo das propostas apresentadas pela CDU e os protestos levados pelas bocas de Ilda Figueiredo, de Pedro Guerreiro e de Sérgio Ribeiro desde Portugal até Bruxelas.
Porque o nosso Partido não é um partido eleitoralista. Nas instituições apresentamo-nos trabalhadores e combativos. Levamos a voz dos sem voz e agitamos nas ruas por uma ruptura com o sistema capitalista. Não defendemos a reforma da União Europeia nem uma Constituição como o Bloco de Esquerda. Defendemos uma Europa de cooperação entre Estados iguais e soberanos. Uma Europa de progresso e de paz.
No domingo, teremos a oportunidade de levar a luta através do voto. E esse voto apenas será um voto combativo e consequente se for na CDU. Juntos teremos a oportunidade de provocar um terramoto político e de mostrar a todos os partidos do sistema que a hora deles chegou ao fim. Certamente que isso não passaria de um susto porque a verdadeira ruptura com o sistema capitalista não se desencadeará através de eleições. Contudo, dar mais força à CDU e ao Partido Comunista Português é também dar mais força à voz da classe trabalhadora nas instituições burguesas e, certamente, despertar e reforçar a consciência de muita gente. Porque depois das eleições lá estaremos no sítio do costume. Na rua, junto dos trabalhadores.
Até domingo há ainda algumas coisas que podemos fazer. Para além de participarmos na arruada que a CDU vai organizar amanhã às 17 horas no Largo Camões, no Chiado, podemos contactar todos os nossos colegas de trabalho, amigos e familiares. Através de conversas, de chamadas telefónicas, de mensagens por telemóvel, hi5 ou facebook, dos nossos blogues ou de e-mails podemos ainda convencer mais gente da importância de se votar na CDU.
Algures, nos confins de Portugal, existe uma região chamada Trás-os-Montes. Poucos de nós conhecemos esta zona cravada entre vales, serras e rios mas, ainda nos confins, desta terra de confins, existe uma aldeia isolada junto à Serra do Larouco. Santo André era, até há bem pouco tempo, baseada no trabalho comunitário. A população dividia as tarefas da comunidade, uns coziam o pão no forno comunitário, outros pastavam as ovelhas e as cabras de várias famílias. As encostas da montanha, uma das mais altas de Portugal, eram o palco do pastoreio de Santo André e das aldeias vizinhas. A Ana passou a infância e a adolescência a fazer o que mais a maravilhava: pastar a "rês", como os transmontanos e ela, com 83 anos, chamam. Sabia de cor o nome de cada animal e partia para as encostas frias do Larouco, onde no Inverno neva intensamente.
Para quem não conheça Santo André, actualmente, tem 271 habitantes. Segundo informações da Câmara Municipal de Montalegre "tem uma Igreja Paroquial do século XVIII, como a maioria das deste concelho, com um cruzeiro em frente, uma Capela privada, junto ao forno do povo, que é dos mais importantes e bem concebidos do mundo. A cidade de Grou é um castro na Raia, a caminho de Gironda [aldeia galega], ainda com grandes pedaços de muralha." É privilegiada pela fralda nascente do Larouco com toda a sua fertilidade e com as baixas encostas onde a vinha já cresce e toda a fruta amadura. Rebanhos e vezeiras fazem de Santo André terra de carne mimosa."
É, portanto, uma daquelas aldeias junto à fronteira com a Galiza. Basta atravessar-se o Larouco e estamos em solo galego. Compreende-se por isso a histórica relação entre galegos e transmontanos, a confluência entre dois povos esquecidos. A família da Ana dedicava-se ao pastoreio e à agricultura de subsistência. Mas não só. O seu pai, o seu avô, o seu bisavô e, provavelmente, as gerações anteriores passaram o negócio de contrabando de pais para filhos. Quando falamos de contrabando falamos de produtos que rareavam na época como o tabaco, o café, o cacau, carne, chocolate, etc. Falamos de uma época de grande pobreza em que, muitas vezes, a castanha assumia um papel fundamental na alimentação. Falamos de uma época atravessada pela I Guerra Mundial e pela Guerra Civil espanhola.
Quando era pequeno maravilhavam-me as suas histórias. Contava-me como tinha medo dos lobos que apareciam quando estava sozinha com a rês. Do frio e dos nevões que caíam. De quando apareceram os "soldados da Guarda Republicana" e tiveram de esconder o produto do contrabando. De como era das melhores alunas a escrever e a fazer contas. E de como não fez o exame final da quarta classe porque a família não tinha dinheiro para lhe comprar um vestido. De como o seu pai teve de andar meses fugido, nos campos de centeio, dos soldados da Guarda Republicana por ter recusado ir para a linha-da-frente em França combater numa guerra que desconhecia. De como anos depois a aldeia ajudou a esconder combatentes fugidos da Guerra Civil espanhola.
Há poucas semanas, voltámos a conversar sobre o assunto. Explicou-me que era hábito generalizado na aldeia esconder galegos fugidos da Guerra Civil. Perguntei-lhe pelos vermelhos. Disse-me que nunca conhecera nenhum mas que eram conhecidos como "rojos". Gente má, explicou. Pelo menos era o que se lhes dizia. Mas que nunca vira nenhum, repete. Perguntei-lhe quem eram os galegos que escondiam mas não me soube responder. Apenas soube explicar que era gente boa, gente muito boa. "Do campo como nós". E falou-me de um rapaz sapateiro de que todos gostavam e que acabou por regressar. Parece que foi fuzilado.
É então que lhe explico que, com muita probabilidade, entre os muitos galegos que por ali passaram, alguns deles eram vermelhos. Que do outro lado da raia estavam assassinos a soldo de um homem como o Salazar. Que vermelhos ou "rojos" era o nome que se dava aos que combatiam o fascismo. E que tal nome se lhes era atribuído dada a sua condição de comunistas. Homens e mulheres que defendiam um mundo de paz e de justiça. "Mas como podia ser o sapateiro "rojo" se era boa pessoa?", perguntou.
Esta é uma pergunta mil vezes repetida quando se toma contacto com os comunistas. Ontem, um conhecido explicava-me que desde que começara a trabalhar em carpintaria sentia uma forte ligação ao trabalho que faz e aos seus colegas. De súbito, as ideias do Partido começaram a fazer sentido na sua cabeça. Tinha ganho consciência da exploração a que eram submetidos e da injustiça que tudo aquilo traduzia. Provavelmente, a mesma conclusão que surgiu na cabeça de um sapateiro galego há quase um século. Uma ideia que incita à organização e à acção. À luta e ao combate.
Também hoje, anos volvidos, a manipulação ideológica com base na mentira leva à pergunta: mas como pode ser vermelho se é boa pessoa? Provavelmente, já ninguém acredita que comemos criancinhas ou que matamos velhos com uma agulha atrás da orelha mas basta abrir as páginas de um ou dois jornais para compreendermos que o tempo do preconceito anticomunista não morreu. Está bem vivo e promete crescer na medida em que cresça a força dos comunistas. Porque eles sabem de que lado está a superioridade moral. Que não está, certamente, do lado de quem explora e de quem promove a injustiça social.
A Ana nunca o compreenderá. Também não terá a oportunidade de viver num mundo de paz e de progresso. Da adolescência dedicada ao pastoreio e ao contrabando foi obrigada a migrar para a cidade. Daquelas terras povoadas de bruxas, curandeiros e superstições partiu para a Amadora. Aos 15 anos, servia em casa de gente rica. Casou-se com um camponês que, como ela, migrou para se tornar operário. A sua história é a história desconhecida de milhares de portugueses. Uma história que terminou hoje aos 83 anos e que contribuiu muito para aquilo que sou.
Obrigado.
Nota: "Comunitarismo – É uma vivência tradicional do povo de barroso. Nas mais diversas situações se nota a entreajuda e o partilhar de tarefas. Cito como exemplos o funcionamento do forno público que é «aquecido» semanalmente por uma vizinha, a quem chamam «cantadeira». Esta dá «as vezes», para cozerem depois dela, as pessoas que assim o quiserem. - O rebanho, em que cada vizinho guarda os animais durante um número de dias proporcional ao número de animais que possuiu. - O regadio, em que a vez de regar vai passando de casa em casa sequencialmente começando a 15 de Junho e acabando a 15 de Setembro.
- As malhadas tradicionais de ajuda mútua, assim como o arranque das batatas, a vindima e a matança do porco. - O arranjo dos caminhos agrícolas, a limpeza dos poços da aldeia, o apagar dos incêndios, tanto na aldeia como nos montes, eram actividades que revelavam uma grande união, sendo as pessoas avisadas através do toque do sino." [in site da Junta de Freguesia de Santo André]