Pronto, confirma-se a morte de Michael Jackson. Aqui fica um excelente trabalho d'Os Contemporâneos. O famoso Thriller do cantor norte-americano versão PSD. Muito bom.
quinta-feira, 25 de junho de 2009
terça-feira, 23 de junho de 2009
Mousavi, o homem de quem todos falam
Provavelmente, já estranhavam não haver nada publicado na Rádio Moscovo sobre o fenómeno político internacional do momento. O Irão ocupa manchetes, abre telejornais e boletins noticiosos de rádio. Mas não só. Gigantes da internet, como o Facebook, Youtube e o Twitter, fazem permanentemente campanha contra Ahmadinejad. Estados Unidos e Inglaterra recusam ter qualquer influência nos protestos que enchem as ruas de Teerão. E Mousavi, o candidato opositor que reclama fraude nas eleições, é o homem do momento. Vamos conhece-lo melhor.
Mir Hossein Mousavi Khameneh foi primeiro-ministro do Irão durante a guerra com o Iraque (1981-1989). No seu curriculum, destaca-se o feito de ter ordenado a matança de milhares de presos políticos. Foi durante o seu mandato que partidos e organizações políticas, sindicatos, organizações femininas, entre outras, foram perseguidos assim como os seus membros - milhares deles, jovens estudantes de institutos e universidades - detidos, torturados e executados. Trata-se da maior matança da história contemporânea do Irão. Entre as vitimas, 53 membros do Comité Executivo do Partido Comunista, o Tudeh, dos quais quatro haviam passado 25 anos da sua vida nas prisões do Xá. Poetas, escritores, professores universitários, profissionais de medicina, dezenas de militares (entre eles o comandante em chefe das Forças Marítimas do Irão, o General Afzali, acusado de pertencer ao Partido Comunista), os principais representantes das minorias religiosas no parlamento (todos de esquerda) foram executados depois de sofrerem a tortura física e psicológica (como ser forçados a disparar na cabeça dos próprios camaradas). As reivindicações das minorias étnicas, que compõem cerca de 60 por cento da população, por uma autonomia administrativa foram duramente reprimidas e centenas de curdos e de turcomanos foram enforcados nas praças públicas. A magnitude da repressão política, religiosa, étnica e de género do regime islamista obrigou ao exilio de quatro milhões de pessoas no maior êxodo da história do país. Estima-se que cerca de trinta mil pessoas foram assassinadas em poucos meses em 1988.
Nota: Ontem, recebi um e-mail de um dirigente da Associação venezuelana de Solidariedade com a Bolívia. Nele vinha esta pequena biografia de Mir Houssein Mousavi. Tentei descobrir a fonte mas arrisquei colocar aqui o texto pela pertinência e importância do conteúdo, tendo absoluta confiança nas informações divulgadas pela organização venezuelana. Hoje, descobri que esta biografia está integrada num artigo de Alejandro Teitelbaum, advogado especialista em Direito Internacional. Podem lê-lo na integra aqui.
Mir Hossein Mousavi Khameneh foi primeiro-ministro do Irão durante a guerra com o Iraque (1981-1989). No seu curriculum, destaca-se o feito de ter ordenado a matança de milhares de presos políticos. Foi durante o seu mandato que partidos e organizações políticas, sindicatos, organizações femininas, entre outras, foram perseguidos assim como os seus membros - milhares deles, jovens estudantes de institutos e universidades - detidos, torturados e executados. Trata-se da maior matança da história contemporânea do Irão. Entre as vitimas, 53 membros do Comité Executivo do Partido Comunista, o Tudeh, dos quais quatro haviam passado 25 anos da sua vida nas prisões do Xá. Poetas, escritores, professores universitários, profissionais de medicina, dezenas de militares (entre eles o comandante em chefe das Forças Marítimas do Irão, o General Afzali, acusado de pertencer ao Partido Comunista), os principais representantes das minorias religiosas no parlamento (todos de esquerda) foram executados depois de sofrerem a tortura física e psicológica (como ser forçados a disparar na cabeça dos próprios camaradas). As reivindicações das minorias étnicas, que compõem cerca de 60 por cento da população, por uma autonomia administrativa foram duramente reprimidas e centenas de curdos e de turcomanos foram enforcados nas praças públicas. A magnitude da repressão política, religiosa, étnica e de género do regime islamista obrigou ao exilio de quatro milhões de pessoas no maior êxodo da história do país. Estima-se que cerca de trinta mil pessoas foram assassinadas em poucos meses em 1988.
Nota: Ontem, recebi um e-mail de um dirigente da Associação venezuelana de Solidariedade com a Bolívia. Nele vinha esta pequena biografia de Mir Houssein Mousavi. Tentei descobrir a fonte mas arrisquei colocar aqui o texto pela pertinência e importância do conteúdo, tendo absoluta confiança nas informações divulgadas pela organização venezuelana. Hoje, descobri que esta biografia está integrada num artigo de Alejandro Teitelbaum, advogado especialista em Direito Internacional. Podem lê-lo na integra aqui.
Autoeuropa: "acto de dignidade de classe"
A rejeição do pré-acordo laboral, na semana passada, “foi um acto de dignidade de classe dos trabalhadores, que não são manipuláveis nem foram influenciados por este ou por aquele e determinaram, cada um por si, o seu próprio voto”, sustentou Jerónimo de Sousa.
Para o secretário-geral do PCP, “toda essa ofensiva e mistificação visa esconder aquilo que é a questão de fundo: os salários dos trabalhadores da Autoeuropa pesam apenas cinco por cento dos custos de produção”.
De acordo com Jerónimo de Sousa, este pré-acordo “tinha implicações nos custos de 0,0 qualquer coisa” e, por outro lado, “não se entende como é que há redução da produção e se queira que os trabalhadores vão trabalhar ao sábado”.
“A votação que se verificou, de forma livre, responsável, dos trabalhadores, pressupõe que continue o diálogo, mas o que os trabalhadores quiseram dizer foi que basta de retirar direitos, de ser sempre os mesmos a pagar”, insistiu.
in Público
in Público
domingo, 21 de junho de 2009
Livorno regressa à Série A
"Berlusconi pezzo di merda!"
Para quem gosta de futebol, aqui fica uma boa notícia. O Livorno garantiu este fim-de-semana a presença, na próxima época, na Série A do Calcio. Depois de ter ganho ao Brescia por três bolas a zero, a festa encheu as ruas daquela cidade costeira. Para quem não conheça, o clube tem grandes tradições de esquerda e os adeptos são conhecidos pela sua postura antifascista. Aqui ficam os principais momentos do jogo.
Louça não quer regresso a Abril
Hoje, sai uma interessante entrevista com Francisco Louçã. O Correio da Manhã revela algumas das opiniões do líder do Bloco de Esquerda. Entre elas, ao ser perguntado se defendia o regresso ao tempo das nacionalizações de 1975, respondeu que não defende nenhum regresso ao passado, o passado ensinou-o muito "do que não deve ser feito e dos erros que têm de ser impedidos". Questionado sobre se gostaria de um dia ser primeiro-ministro respondeu que disputa a eleição "para a formação do governo". Para ser primeiro-ministro, pergunta-se-lhe. "Com certeza".
Quando a comunicação social dominante dá voz aos interesses do grande capital e tenta condicionar o processo eleitoral dando a entender que se trata de eleições para primeiro-ministro, Francisco Louçã alinha no jogo. Provavelmente embriagado com a rápida ascensão, esquece-se de que é uma eleição parlamentar e de que é o Presidente da República quem decide quem formará o governo. De qualquer forma, ficamos a saber que o líder do Bloco de Esquerda não conta com a Revolução de Abril como referência para o seu programa político.
Ainda há poucos meses, recordo de o ver numa reportagem televisiva desfilando nas comemorações da Revolução de Abril e referiu a sua condição de ex-preso político. Por curiosidade tentei saber um pouco mais da prisão de Francisco Louçã. Vim a descobrir que foi preso na Capela do Rato no dia 31 de Dezembro de 1972 e que foi libertado no dia 3 de Janeiro de 1973. E lembro-me sempre da história daquele camarada a quem perguntei se havia estado preso e me disse algo do género: "estive detido uns dias, nada de especial, nem se pode considerar prisão, seria uma ofensa a todos os que foram torturados e estiveram presos durante décadas".
Quando a comunicação social dominante dá voz aos interesses do grande capital e tenta condicionar o processo eleitoral dando a entender que se trata de eleições para primeiro-ministro, Francisco Louçã alinha no jogo. Provavelmente embriagado com a rápida ascensão, esquece-se de que é uma eleição parlamentar e de que é o Presidente da República quem decide quem formará o governo. De qualquer forma, ficamos a saber que o líder do Bloco de Esquerda não conta com a Revolução de Abril como referência para o seu programa político.
Ainda há poucos meses, recordo de o ver numa reportagem televisiva desfilando nas comemorações da Revolução de Abril e referiu a sua condição de ex-preso político. Por curiosidade tentei saber um pouco mais da prisão de Francisco Louçã. Vim a descobrir que foi preso na Capela do Rato no dia 31 de Dezembro de 1972 e que foi libertado no dia 3 de Janeiro de 1973. E lembro-me sempre da história daquele camarada a quem perguntei se havia estado preso e me disse algo do género: "estive detido uns dias, nada de especial, nem se pode considerar prisão, seria uma ofensa a todos os que foram torturados e estiveram presos durante décadas".
sábado, 20 de junho de 2009
Canção com todos
No dia 5 de Setembro de 2003, milhares de pessoas encheram o Estádio Nacional do Chile. Cesar Isella cantou um dos mais bonitos hinos latino-americanos, a 'Canción con todos'. E todas as vozes o acompanharam em homenagem aos caídos naquele estádio, 30 anos antes, durante o golpe de Estado contra o governo democrático de Salvador Allende.
sexta-feira, 19 de junho de 2009
Golpistas europeus
Aí está. O reforço da direita nas eleições europeias conduz, de forma já esperada, a um dos episódios mais anti-democráticos da União Europeia: a ratificação do Tratado de Lisboa. Sem qualquer respeito pelos cidadãos que na Holanda, França e Irlanda votaram contra o documento de conteúdo constitucional, a União Europeia decide, a todo o custo, ceder a todas as exigências do governo irlandês para que convoque um novo referendo. O papel de Dublim nesta matéria é execrável mas não tão execrável como o papel de todos os países que se recusaram a ouvir os seus cidadãos. Esses nunca estarão à altura de governos como o da Venezuela que aceitou o resultado da sua consulta sobre uma reforma da constituição. Esses são os mesmos governos que condenaram a decisão do povo palestiniano de eleger o Hamas para o governo. Alguns desses governos reconheceram legitimidade governamental aos golpistas que na Venezuela derrubaram Hugo Chávez. Esses governos, entre os quais o português, são golpistas. Porque para eles a democracia só vale de vez em quando e quando ganham. Porque nas costas dos povos constroem uma Europa autoritária, ao serviço das grandes potências e do grande capital.
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