sexta-feira, 24 de julho de 2009

CGTP apela à solidariedade internacionalista!

Solidariedade com os trabalhadores e o povo das Honduras

Dia 28 de Julho, pelas 19H00
frente ao Consulado das Honduras
em Lisboa (Praça do Rossio, Nº 45)

A CGTP-IN, solidária com os trabalhadores, sindicatos e povo hondurenhos, considera que os trabalhadores e o povo português não podem ficar indiferentes face às inaceitáveis violações dos direitos humanos e da soberania do povo das Honduras.

A acção da CGTP-IN, no plano internacional, rege-se por um conjunto de princípios e valores fundamentais, onde se inscreve a solidariedade com os trabalhadores e povos que, pelo mundo, lutam contra a exploração e a opressão ou a agressão imperialista, pela justiça e pelo progresso, pela democracia, pela independência, pela paz.

Razão porque, desde a primeira hora, a CGTP-IN tomou posição pública de firme repúdio do criminoso golpe militar que, no passado dia 28 de Junho, ocorreu nas Honduras, sequestrando e expulsando do país o presidente democraticamente eleito, Manuel Zelaya.

Um golpe perpetrado com o apoio da extrema-direita e dos sectores mais reaccionários das Honduras, receosos dos resultados da consulta popular convocada pelo presidente Zelaya para decidir sobre a convocação de uma Assembleia Nacional Constituinte, que viesse a plasmar, na Constituição, as mudanças democráticas que têm vindo a ter lugar.

Seguiu-se o decretar do Estado de Sítio, a militarização e o controlo das principais cidades, a investida violenta face à resposta popular, a censura mediática, a repressão sobre os trabalhadores, os sindicatos e movimentos sociais e populares, tendo já havido numerosas detenções e mortes que têm sido denunciadas por entidades de defesa dos direitos humanos.

Para travar este brutal esmagamento da esperança do povo hondurenho, está a consolidar-se uma grande resistência popular neste país centro americano, apesar da forte vigilância e repressão dos golpistas. Diariamente, as manifestações populares sucedem-se por todo o país, tendo sido convocada uma greve geral e lançado um apelo à comunidade internacional para se solidarizar com o povo das Honduras e mostrar com veemência o seu repúdio da ditadura e da brutal repressão iniciada desde o golpe militar.

A CGTP-IN, solidária com os trabalhadores, sindicatos e povo hondurenhos, considera que os trabalhadores e o povo português não podem ficar indiferentes face a estas inaceitáveis violações dos direitos humanos e da soberania do povo das Honduras.

Assim, apelamos às estruturas sindicais, em particular dos Distritos de Lisboa e Setúbal, para que mobilizem os trabalhadores e participem neste acto de protesto que a CGTP-IN promove, em conjunto com um amplo grupo de pessoas e entidades, no próximo dia 28 de Julho, pelas 19H00, frente ao Consulado das Honduras em Lisboa (Praça do Rossio, Nº 45).

Pelo restabelecimento da democracia, sem derramamento de sangue!

Pelo fim da repressão contra o povo das Honduras!

Pelo direito dos povos a decidirem o seu destino!

Graciete Cruz

Comissão Executiva da CGTP-IN
http://cgtp.pt//index.php?option=com_content&task=view&id=1397&Itemid=1

quinta-feira, 23 de julho de 2009

Cartaz da Festa do «Avante!»


El Vals del Obrero dos Ska-P

A Festa do «Avante!» aproxima-se. E, apesar de todo o tipo de ofensivas contra o maior acontecimento político-cultural do país e o partido que a organiza, centenas de milhares de pessoas vão estar presentes na Quinta da Atalaia nos dias 4, 5 e 6 de Setembro. Este ano, será levantada a mais bela das festas e sempre com as mãos voluntárias dos seus construtores.

O jornal «Avante!» anuncia hoje os principais grupos que vão actuar durante o primeiro fim-de-semana de Setembro. A Rádio Moscovo destaca os Ska-P. Depois do regresso e do concerto apoteótico em Caracas em solidariedade com a revolução bolivariana, a banda espanhola pisa o palco 25 de Abril. O punk português também marca presença com os históricos Peste & Sida e os Gazua. Destacam-se ainda dois representantes da música folk: The Men They Couldn't Hang e Seth Lakeman. Para além disso, há Skalibans, Clã, Teresa Salgueiro, Blind Zero, Vitorino, Voces del Sur e o camarada Samuel do blogue Cantigueiro.

E como cantam os Ska-P, "este es mi sitio, esta es mi gente, somos obreros, la clase preferente".

quarta-feira, 22 de julho de 2009

Protesta contra o cerco mediático!


O anúncio mais hipócrita da televisão. O Prós e Contras sempre deu apenas uma visão da realidade e é precisamente quem está por detrás da maioria da contestação social e política o mais censurado. Tenham vergonha.

A CDU Lisboa promove, hoje, quarta-feira, pelas 18.30, uma acção de protesto em frente às instalações da RTP na Avenida Marechal Gomes da Costa. Depois da participação de António Costa e de Santana Lopes na Grande Entrevista, a CDU exige o mesmo tratamento. Contra a bipolarização eleitoral e a censura a quem de forma consequente se bate pelos direitos dos que trabalham e vivem em Lisboa. Porque na democracia burguesia há uns que têm direito a um ponto de partida mais vantajoso na corrida eleitoral. E é mais grave no caso da televisão pública porque devia representar todos os portugueses.

Vamos romper o cerco mediático!
A luta é o caminho!

terça-feira, 21 de julho de 2009

Povo hondurenho ultrapassa Manuel Zelaya

Durante semanas, reunião aqui e reunião ali. Todos os dias circulavam rumores de que Manuel Zelaya chegaria no dia seguinte às Honduras. "É amanhã", diziam. E enquanto os representantes do imperialismo norte-americano procuravam ganhar tempo para legitimar o golpista Roberto Micheletti, o presidente Zelaya deixava-se enredar em todo o ambiente diplomático que se lhe proporcionava. De forma vacilante, aceitou todos os pontos apresentados por Oscar Arias, presidente da Costa Rica. Entre eles o de um governo de reconciliação nacional em que havia lugar para os governantes legítimos e para os governantes golpistas e o de desistir de abrir uma quarta urna para escutar o povo hondurenho sobre a possibilidade de um futuro referendo constitucional. Digamos que, no fundo, Manuel Zelaya aceitou o que o imperialismo queria. E só não foi aceite porque a oligarquia hondurenha tem mais olhos que barriga e não aceita o regresso do legítimo presidente do seu país.

Nas ruas e avenidas de Tegucigalpa, apesar da gincana de Manuel Zelaya, o povo manifesta-se e é brutalmente reprimido. Nas Honduras, a Frente Nacional contra o Golpe de Estado recusa-se a aceitar a proposta de Oscar Arias, aprovada por Zelaya, e emitiu um comunicado em que diz só aceitar um dos pontos: o do regresso imediato de Manuel Zelaya à presidência. De resto, não só se mostra frontalmente contra como reforça o desejo de uma Assembleia Nacional Constuinte. É o povo quem está na dianteira da luta e quem assume a posição mais progressista e consequente.

Finalmente, Manuel Zelaya, provavelmente forçado pelos acontecimentos, apelou à rebelião e anunciou que vai entrar nas próximas horas nas Honduras. A partir de um bunker, algures perto de Tegucigalpa, vai dirigir com a Frente Nacional contra o Golpe de Estado a ofensiva para derrotar os usurpadores. Esperemos que desta vez a informação seja correcta e que dentro de poucas semanas os golpistas estejam não num governo de reconciliação nacional mas sim na prisão. E, acima de tudo, esperemos que a resposta popular sirva para empurrar as Honduras rumo a um sistema político e económico que tenha a classe trabalhadora como protagonista.

Filipa Vacondeus (e quanto mais depressa for melhor) ao Sol

Gosta de Política?
Muito. Desde pequena que comecei a ouvir falar de política. O meu pai era monárquico ferrenho e nós fomos educados nessa linha, mas sem sermos obrigados a segui-la. Lá em casa ninguém era salazarista, muito embora hoje reconheça que Salazar faz muita falta em muitas coisas

Em quê?
Em honestidade, em palavra... O grande defeito de Salazar foi ter-se metido dentro de casa e não saber o que se passava à sua volta (...) Mas foi um homem profundamente sério...

É possivel valorizar a honestidade e a seriedade de um governante quando tínhamos uma polícia política que prendia e torturava?
Vamos pôr as coisas de forma muito clara: A polícia política só fazia isso a pessoas do Partido Comunista, que era o papão do regime.

retirado do Spectrum

domingo, 19 de julho de 2009

Revolução Sandinista foi há 30 anos


No dia 19 de Julho de 1979, o povo nicaraguense tomou o poder e derrubou a ditadura de Somoza. Esperamos que se abram novos caminhos e que aquele povo volte a arrebatar o poder aos mais poderosos fechando o avanço à social-democracia e restituindo ao sandinismo a dignidade que merece.

sexta-feira, 17 de julho de 2009

Colômbia: Israel da América Latina


Resistência estudantil contra visita de George Bush

Durante meses, as autoridades norte-americanas negociaram com o governo colombiano o aumento da presença no território daquele país sul-americano. Depois da rejeição generalizada às bases militares dos Estados Unidos, Washington decidiu transferir a sua base mais importante, na América do Sul, do Equador para a Colômbia. Rafael Correa, presidente equatoriano, de tendência bolivariana, havia recusado prolongar a concessão da base de Manta. Não só por ser contra o imperialismo norte-americano mas também porque foi a partir dessa instalação que se planificou o ataque militar conjunto entre a Colômbia e os Estados Unidos contra o acampamento das FARC que se encontrava em território equatoriano, junto à fronteira colombiana. Foi aí que morreu Raul Reyes e dezenas de outros guerrilheiros e civis.

O acordo com Álvaro Uribe é sintomático do que tem sido a relação da Colômbia com os Estados Unidos nos últimos anos. Depois do Plano Colômbia, o governo norte-americano investiu milhões nas Forças Armadas colombianas. Sob o pretexto de combate ao tráfico de drogas, a Colômbia converteu-se numa potência militar. Não é por acaso que Hugo Chávez afirmou que o país vizinho era Israel da América Latina. E a partir de agora a tensão não deixará de crescer. Os novos acordos, naturalmente, provocam apreensão na Venezuela e no Equador. Ontem, na cerimónia do bicentenário da independência da Bolívia, Evo Morales deixava claro nada mais do que isto: "Todos aqueles que aceitem bases militares dos Estados Unidos são traidores".

O plano dos Estados Unidos é a instalação de cinco bases com 800 militares e 600 civis. Uma parte das bases vai ser construída em zonas de forte presença guerrilheira. O anúncio deste acordo provocou grande polémica na Colômbia. Desta vez, não foi apenas a esquerda a contestar a perda de soberania nacional. Figuras da direita ficaram abismados com a decisão e concordaram que a Colômbia se ajoelha perante os Estados Unidos. Tal é a polémica que Álvaro Uribe teve de desmentir que se trata da transferência da base de Manta, no Equador, para a Colômbia. Mas não convenceu ninguém porque o próprio embaixador norte-americano confirmou-o há algumas semanas.

Entre os princípios do acordo, encontra-se um que dá absoluta imunidade aos cidadãos norte-americanos perante a justiça colombiana. Um outro cede à inteligência da Colômbia todas as imagens em tempo real dos satélites norte-americanos. Naturalmente, compreende-se que o objectivo não é o de combater o narcotráfico, como também já se afirmava com o Plano Colômbia, trata-se, sim, de combater a resistência popular. E quando falamos de resistência não nos referimos apenas às FARC e ao ELN. Referimo-nos também aos que na legalidade vivem a perseguição, a repressão e o assassinato. Comunistas, sindicalistas, estudantes e indígenas sabem bem o que isso significa. E, afinal, onde está a cooperação pacífica prometida por Barack Obama?