Na segunda-feira, Luis Francisco Cuéllar, governador colombiano do Departamento de Caquetá foi sequestrado por homens que envergavam uniformes do Exército da Colômbia. De seguida, o presidente Álvaro Uribe acusou as FARC de estarem por trás do sequestro. Um dia depois, o corpo de Cuéllar era encontrado degolado numa zona rural.
A comunicação social portuguesa faz eco da notícia repetindo à letra as informações difundidas pela imprensa colombiana. Em nenhum lado se põe em dúvida a autoria deste sequestro e assassinato. Todos orientam as suas baterias contra as FARC e nunca questionam as palavras do governo colombiano. Até ao momento, nenhuma organização reivindicou o acto.
A comunicação social portuguesa faz eco da notícia repetindo à letra as informações difundidas pela imprensa colombiana. Em nenhum lado se põe em dúvida a autoria deste sequestro e assassinato. Todos orientam as suas baterias contra as FARC e nunca questionam as palavras do governo colombiano. Até ao momento, nenhuma organização reivindicou o acto.
A família denunciou que Luis Francisco Cuéllar tinha pouca protecção, apesar de já ter sido sequestrado quatro vezes. Por norma, três polícias garantiam a segurança do governador. Na noite do sequestro, apenas um polícia vigiava a casa mesmo havendo rumores sobre um iminente atentado contra Cuéllar.
Na Colômbia, são vários os actores no cenário de guerra. Para além do Estado colombiano e das forças repressivas, para além das FARC e do ELN, existem vários grupos paramilitares relacionados com o tráfico de droga e com a oligarquia que semeiam a violência de forma indiscriminada. Surpreende-nos, pois, que a imprensa portuguesa não se dê ao trabalho de fazer um juízo minimamente crítico sobre o que se passa na Colômbia.
Na Colômbia, são vários os actores no cenário de guerra. Para além do Estado colombiano e das forças repressivas, para além das FARC e do ELN, existem vários grupos paramilitares relacionados com o tráfico de droga e com a oligarquia que semeiam a violência de forma indiscriminada. Surpreende-nos, pois, que a imprensa portuguesa não se dê ao trabalho de fazer um juízo minimamente crítico sobre o que se passa na Colômbia.