segunda-feira, 17 de maio de 2010

Manifestação histórica em Atenas

Sábado à tarde, em Atenas. Cem mil pessoas respondem à chamada do Partido Comunista da Grécia naquela que foi uma das maiores manifestações de que há memória na capital grega. Também participaram representantes do PCP, do PC dos Povos de Espanha, do Partido dos Trabalhadores da Bélgica e do PC da Turquia. No fim, todos unidos por uma terra sem amos.

domingo, 16 de maio de 2010

Nunca de joelhos, sempre de pé!

"Povos da Europa, levantai-vos!"

'Calm like a bomb' é o nome de uma canção do grupo norte-americano Rage Against The Machine. É assim que se deve sentir qualquer trabalhador português que tenha compreendido o alcance das medidas aprovadas pelo governo PS com o apoio do PSD. Ainda assim, a comunicação social espalhou o terror para amenizar o impacto do que foi aprovado. Há quem diga por aí que poderia ter sido muito pior. Podiam ter-nos subtraído o subsidio de férias e o de natal. Ou, como em Espanha, cinco por cento dos salários da Função Pública. Afinal, não. E até vão reduzir os salários dos políticos e gestores.

Como se vê, há muitas formas de manipular os trabalhadores. Eles são mestres nesse tipo de arte e, na verdade, as circunstâncias também os favorecem. Ou será que são eles que se adaptam às circunstâncias? Depois da vitória do Benfica e da visita do ex-membro da Juventude Hitleriana Joseph Ratzinger, o governo decidiu avançar, no dia 13 de Maio, para a decisão final. E, efectivamente, a comunicação social não conseguiu esconder que o sacrifício vai recair sobre os de sempre.

Longe vão os tempos em que os governos e as instituições criticavam o capitalismo sem regras. Prometeu-se muito. Acabar com os offshores, fiscalizar os bancos, regular as empresas de notação financeira. Foram os tempos da promessa de utópico capitalismo regulado. Como se o capitalismo fosse passível de reformas ou de algum tipo de humanização. Já ninguém fala disso. A solução é igual à receita que se pretendia aplicar antes da crise: privatizações, flexibilização dos despedimentos, globalização da precariedade, aumento da idade de reforma, redução salarial.

Em relação à classe trabalhadora, em cada país há respostas diferentes. No Estado espanhol, as principais centrais sindicais optaram por apoiar o governo e acordar o congelamento salarial. A maior prova de que ajoelhar-se não compensa está ali. Depois desta traição aos trabalhadores, as Comisiones Obreras e a Unión General de Trabajadores viram o governo PSOE aplicar a redução salarial aos trabalhadores do Estado. A central sindical da esquerda independentista basca e o Partido Comunista dos Povos de Espanha têm apelado repetidamente à greve geral.

Na Grécia, escrevem-se páginas heróicas na história daquele país. Os trabalhadores têm participado de forma maciça nas sucessivas greves gerais. E não é por acaso. Na luta de classes não há acasos. Assim como não é por acaso que no Estado espanhol existe uma reduzida conflitualidade social também não é por acaso que na Grécia a classe trabalhadora dá um exemplo implacável. É que existe um Partido Comunista que forjou o seu carácter combativo, nos últimos anos, na luta contra o reformismo e a social-democracia. O Partido Comunista da Grécia mostrou-o quando entrou clandestinamente na Acrópole de Atenas para desfraldar dois panos gigantes, um em inglês e outro em grego: "Povos da Europa, levantai-vos!"

É este o caminho que devem seguir os trabalhadores portugueses. Sem copiar modelos, devem rejeitar o reformismo e a social-democracia. O capitalismo não é reformável. A solução para a crise capitalista é o socialismo. Podemos e devemos levantar-nos. Nunca de joelhos, sempre de pé!

25 de Abril e 1º de Maio

Espero que seja uma notícia que agrade aos leitores da Rádio Moscovo. Vamos regressar em força ao espectro radio-eléctrico. Ultimamente, outras frentes de luta consumiram a disponibilidade necessária para manter a Rádio Moscovo actualizada. Esperamos que os leitores compreendam que a acção prioritária é aquela que se trava para além da batalha virtual.

Desde o fim de Abril, muita água correu debaixo das pontes. O 25 de Abril foi uma grande acção de massas. Nela participou o fundamental dos que lutam por que Abril se cumpra. Mas também participa um conjunto de políticos que necessitam do ambiente de esquerda para que prossigam o ataque à classe trabalhadora sob a capa do "socialismo". Aqui incluímos os dirigentes do PS e da JS. Destaca-se, naturalmente, Manuel Alegre. O candidato à presidência da República, que o PS sempre preservou para os momentos em que necessita de se mostrar preocupado com os trabalhadores, é o eterno quase-dissidente. Um quase-dissidente que, no fundamental, sempre esteve ao lado da política de direita executada pelos vários governos do PS. Não é, pois, estranho que diga compreender as medidas "anti-crise" aprovadas por José Sócrates com o apoio do PSD. Embrulhado nesta caldeirada está, naturalmente, a direcção do Bloco de Esquerda que deve estar a tentar acalmar os ânimos dos que discordam da forma totalitária com que decidiram apoiar Manuel Alegre para a presidência.

O 120º aniversário do 1º de Maio decorreu de forma mais saudável. Longe do cheiro de uma UGT que agora tem uma ex-dirigente sua como ministra do Trabalho, a manifestação encheu as avenidas até à Alameda. Ainda assim, houve pequenos problemas. O Mayday continua a tentar reforçar o seu movimento. A perspectiva é tentar enfraquecer o movimento sindical e promover organizações paralelas sob a desculpa de que os sindicatos não respondem a problemas específicos dos jovens precários. Uma táctica interessante para reforçar as organizações que giram em torno do Bloco de Esquerda. O mesmo que põe sindicalistas seus aliados aos do PS dentro da CGTP como fez dentro do Sindicato dos Professores da Grande Lisboa (SPGL). Essa análise fica para depois mas há que perguntar: quando é que o Mayday decide se quer participar no 1º de Maio da CGTP ou num 1º de Maio seu? É que está sempre com um pé no Largo Camões e outro na Alameda.

Este ano, também esteve presente uma organização trotskista estrangeira. Vários jovens ingleses distribuíam panfletos e tinham uma banca na Alameda. Vi-os há cerca de dois meses numa manifestação da CGTP. Também espalhavam propaganda entre os participantes. Às perguntas em português dos manifestantes sobre o conteúdo dos panfletos não sabiam responder. Meti conversa e fiz várias perguntas em inglês. São financiados por uma internacional que deve ter meia dúzia de activistas e vieram de Inglaterra. Querem indicar o caminho a seguir pelos portugueses e atacaram o papel do PCP na luta dos trabalhadores. Quando os protestos se agudizam há sempre activistas estrangeiros pagos sabe-se lá por quem a tentar conduzir a luta.

Igualmente interessante foi ver o suposto sindicato dos profissionais do sexo, para gáudio dos jornalistas. Desfilaram com o Mayday e havia alguém que trazia uma pancarta que dizia: "Quando é que a puta da liberdade dá liberdade às putas?" Palavras para quê?

quinta-feira, 22 de abril de 2010

Manipulação e meios de comunicação

Aproveita para aparecer no debate sobre a Comunicação Social organizado pelo PCP. Às 18 horas, na Casa da Imprensa, na Rua da Horta da Seca (ao lado do Largo Camões). Com José Casanova, Fernando Correia e Vasco Cardoso.

domingo, 21 de março de 2010

Documentário sobre o bairro 23 de Enero, Caracas

Fuegos Bajo el Agua: primera parte (1/2) from la letra r on Vimeo.

Vale a pena rever os rostos e os espaços tantas vezes aqui descritos.

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

Documentário das FARC-EP

Deixamo-vos aqui o primeiro de 13 vídeos do mais recente documentário sobre as FARC - A Insurgência do Século XXI - que foram introduzidos no Youtube. Há uns meses, referimos a perseguição do Estado colombiano à divulgação deste trabalho cujos autores se desconhecem. Agora, terão a oportunidade de o ver e de conhecer melhor a realidade de uma das mais importantes organizações comunistas da América Latina. Para além disso, alguns dos emocionantes factos retratados foram vividos directamente por redactores da Rádio Moscovo.

Viva Raúl Reyes, Jacobo Arenas e Manuel Marulanda!
Viva a resistência do povo colombiano!
A luta é o único caminho!