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domingo, 25 de maio de 2008

Vídeos sobre as FARC-EP

Em tempos de grande ofensiva mediática contra as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia, deixo alguns dos registos audiovisuais mais importantes que existem na internet sobre a organização guerrilheira.

Documentário "Riochiquito": 1 2
Documentário "50 anos de montanha": 1 2 3 4 5 6
Documentário "Guerrilheira": 1 2 3 4 5 6 7
Documentário "Dez dias com as FARC": 1
Documentário "A origem e as mulheres nas FARC": 1 2 3 4 5
Entrevista com Ivan Márquez: 1 2 3 4
Mensagem de Raúl Reyes à Coordenadora Continental Bolivariana: 1
Mensagem de Iván Ríos durante as negociações de San Vicente del Caguán: 1
Detenção de 12 deputados em Cali: 1
Operação Cerro Tokio: 1
Julián Conrado, músico e guerrilheiro, canta: 1 2
Retrato de uma "terrorista":1 2

sábado, 12 de abril de 2008

A burguesia serve-se da mulher na política

[Claudia Schiffer num anúncio da Citröen]
Dantes, a imagem da mulher vendia automóveis nos anúncios publicitários

[Nova ministra espanhola da Defesa]
Agora também vende governos ditos progressistas

"José Luis Rodríguez Zapatero confirmou o seu novo Governo, com uma maioria de mulheres nos ministérios. Nove contra oito homens. Trata-se 'do primeiro Governo da história onde há mais mulheres que homens', afirmou um orgulhoso Zapatero." El Mundo

Todos os direitos conquistados pelas mulheres foram-no através da luta de gerações e gerações de trabalhadores. Dos quais, a conquista da despenalização da interrupção voluntária da gravidez é apenas a vitória mais recente de uma longa batalha que há por travar. Na sociedade capitalista, não ter um pénis é a garantia, na maioria dos casos, de que se vai receber um salário inferior à média.

Contudo, agora há uma nova moda. A da paridade nos órgãos de soberania, nos quais se tenta igualar a participação de ambos os géneros. Através de um artificio, a burguesia tenta mascarar a sociedade. Não é através dessa receita que se vai melhorar a condição social, económica e laboral da mulheres trabalhadoras. Porque não é o género que dita a consciência política e social, por exemplo, dos deputados mas a classe social que defende.

O mesmo se passa em relação aos governantes. O facto de o Chile e de a Alemanha serem governados por mulheres não melhorou substancialmente a condição de vida das mulheres desses países. E não houve menos vítimas das políticas imperialistas dos Estados Unidos por Condoleeza Rice ter assumido a pasta do Departamento de Estado. Assim como um dos governos mais duros para a classe trabalhadora britânica, nas últimas décadas, foi o de Margaret Tatcher. Portanto, deve prevalecer a convicção de que o facto de o governo espanhol estar encabeçado por uma maioria de mulheres não quer dizer que isso reverta a favor de políticas com uma outra 'sensibilidade', como se gosta de afirmar. Não é por haver uma ministra da Defesa que o Estado espanhol vai abandonar o Afeganistão ou o Líbano.