99 Posse é um grupo de rap de Nápoles. Uma boa parte das suas músicas são dedicadas a temas que denunciam a realidade do capitalismo. Neste caso, sobre a manipulação nos meios de comunicação social burguesa. Vale a pena ouvir.
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terça-feira, 5 de agosto de 2008
domingo, 3 de agosto de 2008
Daqui, Rádio Moscovo!
Desde que o blogue Rádio Moscovo lançou a sua primeira emissão, em Abril, destacando o papel da emissora soviética na luta contra o imperialismo e pelo socialismo, já ultrapassou as 2500 visitas e as 4500 visualizações. Sem qualquer pretenciosismo, pretende-se continuar a dar um contributo para a luta e para romper o bloqueio informativo dos meios de comunicação social da classe dominante.
Durante a II Guerra Mundial, a Rádio Moscovo emitia em 21 línguas, entre as quais a alemã. Transmitir para a Alemanha assumia uma importância especial. Naquele tempo, a transmissão alemã havia adquirido uma experiência considerável. A primeira emissão para um país estrangeiro ocorreu a 29 de Outubro de 1929 e foi em alemão. Nos anos anteriores, a Rádio Moscovo já tinha uma larga audiência na Alemanha e mesmo depois da chegada de Hitler ao poder a voz da Rádio Moscovo continuou a chegar. Isto apesar dos esforços do nazismo para calar as suas emissões e para prender os seus ouvintes.
As emissões a partir de Moscovo transmitiam acerca da vida na União Soviética e sobre assuntos internacionais como a Guerra Civil em Espanha e o movimento antifascista. Nos seus programas, apareciam alemães antifascistas e intelectuais que abandonaram a Alemanha para viver na URSS. Depois da invasão, o serviço alemão da Rádio Moscovo, como as outras secções, foi rápido a reorganizar o seu trabalho sob as novas condições. Os emigrantes alemães passaram a aparecer ainda mais nas emissões com o objectivo de consciencializar a audiência da necessidade do combate antifascista. Apelavam à resistência. E o poeta alemão Johannes Becher fez o apelo: "Nenhum apoio à guerra estúpida e sangrenta".
A elite hitleriana odiava a Rádio Moscovo. Um mês depois da guerra ter rebentado na União Soviética, Goebbels disse em Berlim: "Hoje, a Rádio Moscovo vai calar-se". Nesse dia, os nazis bombardeavam Moscovo e uma das bombas caiu junto da emissora soviética, situada na capital. Mas a bomba não explodiu. Depois do ataque, os serviços radiofónicos foram transferidos temporariamente para outro edifício. Mas as emissões nunca pararam, nem por um minuto. "Ouvir a Rádio Moscovo era particularmente importante durante a II Guerra Mundial porque oferecia uma importante informação para a nossa luta contra o fascismo e a guerra", escreveu Rolf Agsten, um residente de Erfurt, na Alemanha. Era a "voz da verdade".
Nesses terríveis anos, as emissões ganharam grande popularidade em Itália. A audiência italiana queria saber a verdade sobre a situação na frente, sobre o destino dos corpos expedicionários deste país que combatiam na União Soviética. E depois da Batalha de Estalinegrado, a Rádio Moscovo lançou uma série de programas denunciando as mentiras da propaganda de Hitler e trazendo a verdade sobre a batalha que marcou uma viragem na guerra.
Mas o serviço italiano da Rádio Moscovo surgiu logo nos primeiros dias da guerra com programas regulares com a participação dos dirigentes exilados do Partido Comunista Italiano Palmiro Togliatti e Ruggiero Grieco. A 27 de Julho de 1941, comentando um comunicado de Mussolini de que a Itália estava também em guerra com a União Soviética, Togliatti desmascarou a aventura criminal do regime nazi. Disse que a Itália não seria forte ou respeitada enquanto o seu povo não derrotasse o fascismo. Concluiu que todos os italianos que amavam o seu país não podiam senão desejar a vitória do povo soviético.
Ruggiero Grieco, falando sob o pseudónimo de Garlanidi, emitia de Moscovo nas mais difíceis condições que proporcionava a Grande Guerra Patriótica. Quando regressou a casa, depois do fim da guerra, escreveu um livro chamado "A defesa heróica de Moscovo" que descrevia os dias horríveis de Outubro de 1941, quando o inimigo cercou a capital. "Na noite de 15 para 16 de Outubro chegou uma ordem para mudar o serviço de Moscovo para Kuibyshev. Ficou apenas um número muito reduzido de jornalistas. Eu era o único italiano na redacção moscovita. O dia 16 de Outubro foi um dia inesquecível, um dia triste. O silêncio na sede da Rádio Moscovo era esmagador. Pela tarde, depois de ouvir uma interferência na rádio, a partir de Roma, que confidenciava que Moscovo estava prestes a cair nas mãos dos nazis, fui para o estúdio e sentei-me em frente ao microfone e senti o ressurgimento da energia: "Daqui, Rádio Moscovo!"
Quando se deu a primeira derrota dos nazis perto de Moscovo, a notícia chegou rapidamente aos ouvintes italianos, entre eles os guerrilheiros da Resistência Italiana, os operários das fábricas de Turim e de Milão, ocupadas pelos alemães. Os programas da Rádio Moscovo foram gravados, transcritos, impressos e distribuídos entre os antifascistas. O povo italiano estava a descobrir a verdade sobre a situação no seu país e sobre o fascismo.
Artigo completo em Voz da Rússia
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Os colaboracionistas
Os que apoiavam os nazis alemães e os fascistas italianos eram apelidados de colaboracionistas. Foi, aliás, durante a Segunda Guerra Mundial que o epíteto surgiu. Em França, o governo de Vichy, era apelidado, pela Resistência, dessa forma. Também na Croácia e na Polónia, os traidores eram conhecidos como colaboracionistas. Mas não só. Os actos de traição e de colaboração com forças ocupantes foram sendo referenciados como colaboracionismo.
Isto tudo porque em artigo de opinião, o director do Diário de Notícias indicou várias empresas, como a Yahoo, a Google, a Hotmail, a Microsoft, a Cisco Systems, a Nortel Networks, a Sun Microsystems e a Websensem, como protagonistas de colaboração com o governo chinês, no que diz ser a censura a todos os que na internet queiram criticar o regime de Pequim. Não pretendo discutir a realidade chinesa mas parece-me muito hipócrita que João Marcelino venha falar do "novo colaboracionismo".
João Marcelino é director do Diário de Notícias, arma de propaganda e manipulação da burguesia portuguesa. Foi ele, aliás, que há poucos dias exortou os trabalhares da TAP a evitar o suicídio. Com aquele tom muito paternal - que tão bem sabem usar os patrões quando se vêem confrontados com a luta - afirmou que "a situação financeira da TAP não pode ser indiferente aos seus trabalhadores, num momento em que é claro aos olhos de toda a gente que a sobrevivência da companhia passa por uma maior flexibilidade do trabalho". Para dramatizar, exemplificou que "os trabalhadores da TAP têm de descartar a opção suicidária pela greve, se querem evitar tornarem-se colegas, no Fundo de Desemprego, dos seus colegas da GM da Azambuja".
Portanto, os trabalhadores não devem tomar a opção "suicida" da luta. Os trabalhadores devem, antes, assumir uma postura negociante e colaboracionista. Senão, vejamos os exemplos a serem seguidos: "Olhar para a lição da Ford de Palmela, em que a aceitação de vários cortes garantiu trabalho por mais dez anos".
Mas se este editorial basta para ilustrar que o Diário de Notícias representa um alicerce fundamental na sustentação do poder político e económico da burguesia nacional através da propaganda e da manipulação, não nos esqueçamos de quem se abstém de noticiar acontecimentos protagonizados pelo partido da classe trabalhadora ou pela sua central sindical de classe - abstenção rompida apenas pelos ataques violentos que se lhes desfere regularmente a propósito das suas opções ideológicas. Não nos esqueçamos de quem promove a guerra e a criminalização da resistência ao capitalismo e ao imperialismo. Não nos esqueçamos deles porque são quem trai, diariamente, o seu povo.
Isto tudo porque em artigo de opinião, o director do Diário de Notícias indicou várias empresas, como a Yahoo, a Google, a Hotmail, a Microsoft, a Cisco Systems, a Nortel Networks, a Sun Microsystems e a Websensem, como protagonistas de colaboração com o governo chinês, no que diz ser a censura a todos os que na internet queiram criticar o regime de Pequim. Não pretendo discutir a realidade chinesa mas parece-me muito hipócrita que João Marcelino venha falar do "novo colaboracionismo".
João Marcelino é director do Diário de Notícias, arma de propaganda e manipulação da burguesia portuguesa. Foi ele, aliás, que há poucos dias exortou os trabalhares da TAP a evitar o suicídio. Com aquele tom muito paternal - que tão bem sabem usar os patrões quando se vêem confrontados com a luta - afirmou que "a situação financeira da TAP não pode ser indiferente aos seus trabalhadores, num momento em que é claro aos olhos de toda a gente que a sobrevivência da companhia passa por uma maior flexibilidade do trabalho". Para dramatizar, exemplificou que "os trabalhadores da TAP têm de descartar a opção suicidária pela greve, se querem evitar tornarem-se colegas, no Fundo de Desemprego, dos seus colegas da GM da Azambuja".
Portanto, os trabalhadores não devem tomar a opção "suicida" da luta. Os trabalhadores devem, antes, assumir uma postura negociante e colaboracionista. Senão, vejamos os exemplos a serem seguidos: "Olhar para a lição da Ford de Palmela, em que a aceitação de vários cortes garantiu trabalho por mais dez anos".
Mas se este editorial basta para ilustrar que o Diário de Notícias representa um alicerce fundamental na sustentação do poder político e económico da burguesia nacional através da propaganda e da manipulação, não nos esqueçamos de quem se abstém de noticiar acontecimentos protagonizados pelo partido da classe trabalhadora ou pela sua central sindical de classe - abstenção rompida apenas pelos ataques violentos que se lhes desfere regularmente a propósito das suas opções ideológicas. Não nos esqueçamos de quem promove a guerra e a criminalização da resistência ao capitalismo e ao imperialismo. Não nos esqueçamos deles porque são quem trai, diariamente, o seu povo.
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segunda-feira, 28 de julho de 2008
Cadena SER censura universitário que apoia Hugo Chávez
Uma das principais rádios espanholas, a Cadena SER, promoveu um debate sobre a Venezuela com a participação de duas personalidades com visões distintas da realidade política da pátria de Bolívar. Mas as coisas começaram a dar para o torto quando Carlos Fernández Liria acusou o grupo Prisa - que detém a estação de rádio - de ter apoiado o golpe de Estado contra Hugo Chávez. Então, a jornalista entra em acção e ralha com Fernández Liria, retirando-lhe a oportunidade de falar. Isto, claro, enquanto William Cárdenas debitava disparates sobre o regime "violento" e "anti-democrático" de Chávez.
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Assina pelo Diário do Alentejo
Abaixo-assinado:
O "Diário do Alentejo", fundado em Beja em 1932 e há mais de um quarto de século propriedade dos muncípios do Baixo Alentejo e Litoral Alentejano - que de forma pioneira adquiriram e garantiram a continuidade do título - é um património histórico e cultural da região, uma prestigiada "marca" dos alentejanos.
O Governo, agora, com base numa interpretação tardia e subjectiva da Constituição da República, pretende fazer aprovar um projecto de lei que forçaria a privatização do jornal, o que nas actuais condições demográficas e económicas do Alentejo colocaria em sério risco o "Diário do Alentejo" enquanto publicação regionalista independente que reconhecidamente pratica um jornalismo de qualidade.
Nós, abaixo-assinados, rejeitamos esta iniciativa que vai contra os interesses do "Diário do Alentejo" e seus trabalhadores, dos municípios do Baixo Alentejo e Litoral Alentejano e das populações de uma região já muito discriminada.
Defendemos, por isso, a continuação de um "Diário do Alentejo" público e democrático, ao serviço da região, dos alentejanos e do País.
O "Diário do Alentejo", fundado em Beja em 1932 e há mais de um quarto de século propriedade dos muncípios do Baixo Alentejo e Litoral Alentejano - que de forma pioneira adquiriram e garantiram a continuidade do título - é um património histórico e cultural da região, uma prestigiada "marca" dos alentejanos.
O Governo, agora, com base numa interpretação tardia e subjectiva da Constituição da República, pretende fazer aprovar um projecto de lei que forçaria a privatização do jornal, o que nas actuais condições demográficas e económicas do Alentejo colocaria em sério risco o "Diário do Alentejo" enquanto publicação regionalista independente que reconhecidamente pratica um jornalismo de qualidade.
Nós, abaixo-assinados, rejeitamos esta iniciativa que vai contra os interesses do "Diário do Alentejo" e seus trabalhadores, dos municípios do Baixo Alentejo e Litoral Alentejano e das populações de uma região já muito discriminada.
Defendemos, por isso, a continuação de um "Diário do Alentejo" público e democrático, ao serviço da região, dos alentejanos e do País.
Para subscrever o abaixo-assinado, envie um e-mail para
publico.democratico@diariodoalentejo.pt
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sexta-feira, 30 de maio de 2008
Manipulação a todo o custo
Não queria repetir-me com a história das FARC mas a espiral de manipulação que se sucede a cada dia que passa não deixa de me fascinar. Penso que os professores de jornalismo deviam tomar esta novela como um caso de estudo. Depois do governo colombiano lançar a informação de que, segundo os computadores que se diz serem das FARC, a organização guerrilheira queria atacar Madrid, vários jornais vieram contradizer essa versão afirmando que se trata de Madrid, cidade próxima da capital colombiana Bogotá. Mas, mesmo assim, a manipulação não tem limites. A edição digital do El Mundo notícia agora que as FARC procuravam a ajuda da ETA para atacar a capital espanhola. Há que condicionar a opinião pública a todo o custo.
Não percam os próximos episódios. Diz que aparece o lobo mau.
Não percam os próximos episódios. Diz que aparece o lobo mau.
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terça-feira, 27 de maio de 2008
Quem cala consente!
Todos os dias assistimos à utilização dos meios de comunicação social como arma de combate contra a maioria da população. Nos acontecimentos a noticiar, raramente seleccionam os que envolvem quem defende a classe trabalhadora. E quando o fazem, apresentam uma perspectiva negativa dessas organizações. Por todo o lado, surgem programas de debate e de opinião, para dar uma imagem democrática de profunda reflexão e de choque de ideias. Contudo, a presença de activistas comprometidos com a luta dos trabalhadores é rara. Deixam de fora tudo o que não corresponda à manutenção do actual sistema político, económico, social e cultural.
Porque quem cala consente, estejamos vigilantes e enviemos o nosso protesto e reclamações aos jornais, televisões, rádios e páginas na internet:
2ª a 6ª feira - 18.00
Telefone: 217946161, 217946162
Email: antenaaberta@rtp.pt
SIC Notícias - Opinião Pública
2ª a 6ª feira - das 11.00 às 12.00 e das 17.15 às 18.00
Telefone: 214161147 , 214161148
Email: opiniaopublica@sic.pt
Antena 1 - Antena Aberta
2ª a 6ª feira - das 11.00 às 12.00
Telefone: 800 220 101
Fórum TSF
2ª a 6ª feira - das 10.15 às 12.00
Telefone: 808 202 173
Rádio Clube Português - Debate Público
2ª a 6ª feira - das 12.00 às 13.00
Telefone: 210023667, 2100223668
Geral: 217947000
Atend. ao telespectador: 707 789 707
Email provedor: provedor.telespectador@rtp.pt
SIC
Geral: 214179550
TVI
Geral: 214347500
Geral: 213820000
Rádio Renascença
Geral: 213239222, 213239281
Email: mail@rr.pt
TSF
Geral: 218612500
Email: tsf@tsf.pt
Rádio Clube Português
Geral: 213821583
Email: radioclube@rcp.clix.pt
Geral: 213187500
Email: nacional@dn.pt
Público
Geral: 210111000
Email: politica@publico.pt
Jornal de Notícias
Geral: 213187300
Email: politica@jn.pt
Correio da Manhã
Geral: 213185200
Email: politica@correiodamanha.pt
Expresso
Geral: 214544000
Email: politica@expresso.pt
Sol
Geral: 213246500
Email: geral@sol.pt, opiniao@sol.pt, cartasaodirector@sol.pt
Porque quem cala consente, estejamos vigilantes e enviemos o nosso protesto e reclamações aos jornais, televisões, rádios e páginas na internet:
- Programas em directo:
2ª a 6ª feira - 18.00
Telefone: 217946161, 217946162
Email: antenaaberta@rtp.pt
SIC Notícias - Opinião Pública
2ª a 6ª feira - das 11.00 às 12.00 e das 17.15 às 18.00
Telefone: 214161147 , 214161148
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Antena 1 - Antena Aberta
2ª a 6ª feira - das 11.00 às 12.00
Telefone: 800 220 101
Fórum TSF
2ª a 6ª feira - das 10.15 às 12.00
Telefone: 808 202 173
Rádio Clube Português - Debate Público
2ª a 6ª feira - das 12.00 às 13.00
Telefone: 210023667, 2100223668
- Televisão
Geral: 217947000
Atend. ao telespectador: 707 789 707
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SIC
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TVI
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- Rádio
Geral: 213820000
Rádio Renascença
Geral: 213239222, 213239281
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Rádio Clube Português
Geral: 213821583
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Geral: 213187500
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quarta-feira, 14 de maio de 2008
É a democracia, estúpido!
"Mas, note-se: a Venezuela de Chávez também não é exactamente uma democracia e José Sócrates está em Caracas a acautelar os interesses da comunidade portuguesa residente e dos homens de negócios que integram a sua comitiva. E ainda bem."
"Mas este Israel que celebra hoje 60 anos, e que é um caso raro de democracia e de prosperidade económica no Médio Oriente, é também um pequeno país que vive obcecado pela sua segurança, sentindo-se cercado pela hostilidade árabe e, sobretudo nos últimos tempos, também iraniana."
"Mas este Israel que celebra hoje 60 anos, e que é um caso raro de democracia e de prosperidade económica no Médio Oriente, é também um pequeno país que vive obcecado pela sua segurança, sentindo-se cercado pela hostilidade árabe e, sobretudo nos últimos tempos, também iraniana."
Editorial do Diário de Notícias
Admito-o sem problemas: não gosto da maioria dos comentadores. São arrogantes e assumem a defesa obstinada da ideologia dominante sem o mínimo sentido crítico. Mas tomara que isso fosse o pior. Normalmente, usam as suas colunas para sustentar a mentira.
Vejamos, então, o caso caricato do democrático Estado que tem as mãos sujas do sangue dos mortos de Sabra e Chatila - para dar apenas um massacre como exemplo - e que mantém nas suas prisões milhares de presos políticos. E, depois, passemos os olhos pela ditadura latino-americana que não segue os bons exemplos da União Europeia.
Por um lado, discordo do editorial do Diário de Notícias quando diz que Israel é um "caso raro de democracia". Infelizmente, devia ser raro - para não dizer impossível - classificar-se um Estado que se desenvolve através do terror sobre o povo palestiniano como um Estado democrático. Por outro lado, dá-me nauseas que alguém subverta a realidade transformando o agressor em agredido e o agredido em agressor. A "hostilidade árabe" não tem, infelizmente, aviões e tanques norte-americanos para se defender da democracia sionista. Portanto, continuaremos a assistir, nos próximos anos, à morte de civis palestinianos, à sua prisão e tortura, à destruição das suas casas, enquanto as democracias europeia e norte-americana apoiam Israel e legitimam a ocupação. Democrática, claro.
Quanto à Venezuela "de Chávez", não podia estar mais de acordo. Afinal, um país que elege o seu presidente através de eleições consideradas democráticas pelos observadores internacionais só pode ser uma ditadura. Mas isto não é o mais grave. A Venezuela bolivariana ousou ultrapassar todos os limites quando não seguiu o exemplo da União Europeia. Em 2007, o governo decidiu referendar uma nova Constituição que foi chumbada pelo voto popular. E pior: o ditador Hugo Chávez reconheceu o resultado! Assim não há democracia que sobreviva.
Edit: Luís Delgado, José Manuel Fernandes, João César das Neves e João Marcelino são apenas alguns dos pontas-de-lança do capital na luta das ideias. Basta recordar que há poucas semanas João César das Neves destacava a liberalização do mercado como solução para o fim da crise alimentar. Através do editorial do Diário de Notícias, João Marcelino demonstrou hoje, uma vez mais, qual a linha ideológica do jornal que dirige.
Vejamos, então, o caso caricato do democrático Estado que tem as mãos sujas do sangue dos mortos de Sabra e Chatila - para dar apenas um massacre como exemplo - e que mantém nas suas prisões milhares de presos políticos. E, depois, passemos os olhos pela ditadura latino-americana que não segue os bons exemplos da União Europeia.
Por um lado, discordo do editorial do Diário de Notícias quando diz que Israel é um "caso raro de democracia". Infelizmente, devia ser raro - para não dizer impossível - classificar-se um Estado que se desenvolve através do terror sobre o povo palestiniano como um Estado democrático. Por outro lado, dá-me nauseas que alguém subverta a realidade transformando o agressor em agredido e o agredido em agressor. A "hostilidade árabe" não tem, infelizmente, aviões e tanques norte-americanos para se defender da democracia sionista. Portanto, continuaremos a assistir, nos próximos anos, à morte de civis palestinianos, à sua prisão e tortura, à destruição das suas casas, enquanto as democracias europeia e norte-americana apoiam Israel e legitimam a ocupação. Democrática, claro.
Quanto à Venezuela "de Chávez", não podia estar mais de acordo. Afinal, um país que elege o seu presidente através de eleições consideradas democráticas pelos observadores internacionais só pode ser uma ditadura. Mas isto não é o mais grave. A Venezuela bolivariana ousou ultrapassar todos os limites quando não seguiu o exemplo da União Europeia. Em 2007, o governo decidiu referendar uma nova Constituição que foi chumbada pelo voto popular. E pior: o ditador Hugo Chávez reconheceu o resultado! Assim não há democracia que sobreviva.
Edit: Luís Delgado, José Manuel Fernandes, João César das Neves e João Marcelino são apenas alguns dos pontas-de-lança do capital na luta das ideias. Basta recordar que há poucas semanas João César das Neves destacava a liberalização do mercado como solução para o fim da crise alimentar. Através do editorial do Diário de Notícias, João Marcelino demonstrou hoje, uma vez mais, qual a linha ideológica do jornal que dirige.
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quinta-feira, 17 de abril de 2008
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