Mostrar mensagens com a etiqueta Hugo Chávez. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Hugo Chávez. Mostrar todas as mensagens

segunda-feira, 28 de julho de 2008

Cadena SER censura universitário que apoia Hugo Chávez


Uma das principais rádios espanholas, a Cadena SER, promoveu um debate sobre a Venezuela com a participação de duas personalidades com visões distintas da realidade política da pátria de Bolívar. Mas as coisas começaram a dar para o torto quando Carlos Fernández Liria acusou o grupo Prisa - que detém a estação de rádio - de ter apoiado o golpe de Estado contra Hugo Chávez. Então, a jornalista entra em acção e ralha com Fernández Liria, retirando-lhe a oportunidade de falar. Isto, claro, enquanto William Cárdenas debitava disparates sobre o regime "violento" e "anti-democrático" de Chávez.

sábado, 12 de julho de 2008

Chávez visita Portugal

Segundo o sítio alternativo Aporrea, Hugo Chávez visita Portugal no fim deste mês. Para já, está agendado um encontro com o seu amigo José Sócrates e, quem sabe, com Mário Soares. Depois de ter acusado as FARC de representarem um pretexto para as ingerências imperialistas na América Latina, depois de ter dito que a luta armada já não faz sentido, depois de ter dito que o marxismo-leninismo é um dogma e que acredita antes no 'socialismo cristão' (porque a religião, claro, não é um dogma), depois de ter dito que não houve socialismo na URSS (na entrevista conduzida por Mário Soares), depois de ter atacado o Partido Comunista da Venezuela (PCV) por ter participado na manifestação contra Alvaro Uribe e depois de promover a divisão entre a esquerda para as próximas eleições, há quem se questione sobre o que se passa. Pessoalmente, tenho dúvidas. Bastantes. Mas tenho confiança. No povo, claro.

Oportunamente, os camaradas de ODiario.info publicaram a tradução do comunicado da Comissão Política do Comité Central do PCV. A ler.

sexta-feira, 20 de junho de 2008

Os equívocos de Chávez

No seu livro "Lénine e a Revolução", Jean Salem dedica um capítulo à velha discussão entre os revolucionários e os reformistas. O professor francês explica que "os grandes problemas da vida dos povos nunca são resolvidos senão pela força". E apesar de os comunistas não renunciarem a qualquer forma de luta, "os revolucionários não devem renunciar à luta pelas reformas". Apresenta ainda que, segundo Lénine, "o exército permanente e a polícia são os principais instrumentos da força do poder do Estado" a que Salem acrescenta "a multiplicação das polícias ou outras milícias privadas", no contexto da globalização capitalista.

Pensemos na Colômbia, onde o capital, para além do Estado, utiliza as milícias paramilitares para combater os sindicalistas e guerrilheiros e para sustentar o tráfico de droga. Pensemos na Colômbia, onde as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC-EP) tentaram, nos anos 80, a luta pacífica através da participação nas eleições e da qual foram arredadas pela carnificina que levou à morte de três mil membros da União Patriótica. Pensemos na Colômbia, onde os Estados Unidos investem milhões de dólares e equipam o exército colombiano com as armas mais avançadas.

Suponho que Hugo Chávez não tenha reflectido muito antes de ter afirmado que a luta armada, protagonizada pelas FARC-EP, já não faz sentido. Porque nenhum revolucionário pode acreditar que as formas de luta são próprias de um tempo específico, como se de uma moda se tratasse, e não reflexo da agudização da violência dos exploradores contra os explorados. Neste sentido, dizer que as FARC-EP representam uma desculpa para a intervenção dos Estados Unidos na América Latina não só é absurdo como rídiculo porque outros, como Salvador Allende, provaram que qualquer mudança política, pacífica ou violenta, que não satisfaça o imperialismo norte-americano será alvo da ingerência colonial de Washington. Para além disso, o presidente venezuelano acrescentou que a guerrilha deve libertar os homens e mulheres que tem em seu poder sem se referir por uma única vez aos guerrilheiros e guerrilheiras que apodrecem nas prisões colombianas.

Hugo Chávez sabe que uma boa parte da economia Venezuela está nas mãos do capital. O processo bolivariano tem resultado em conquistas fenomenais para a classe trabalhadora mas a burguesia não vai ceder o poder económico de forma pacífica. Como se diz em Portugal, "depois veremos".

domingo, 25 de maio de 2008

Boato como alicerce da notícia

Por todo o lado, podemos aceder à informação de que morreu Manuel Marulanda, o comandante máximo das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia - Exército do Povo. Nos jornais, na rádio, na televisão e na internet assistimos às declarações sobre a morte do guerrilheiro mais velho do mundo. Contudo, importa saber como foi fabricada esta notícia. Que é apenas mais uma entre as centenas que já deram a morte de um dos mais exemplares revolucionários do nosso tempo como certa. Tudo começou em 1964 e desde então já perdeu a vida e ressuscitou dezenas de vezes. E no dia em que for verdade, as FARC não terão qualquer problema em anuncia-lo. Deixo-vos um artigo que ilustra bem como se constrói uma notícia sem qualquer fundamento concreto.

Por Luigino Bracci

Guerra militar e mediática na Colômbia: "Senhor Santos, posso titular que o Tirofijo está morto?"

A revista Semana deste sábado publicou no seu site uma entrevista com o ministro colombiano da Defesa, Juan Manuel Santos, segundo a qual o líder máximo das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC) Pedro Antonio Marín, mais conhecido com o nome de "Manuel Marulanda Vélez" ou "Tirofijo", estaria supostamente morto.

A entrevista foi realizada pela jornalista María Isabel Rueda, e nela o próprio Juan Manuel Santos mostra-se cauteloso ao dizer que a informação não está confirmada, e que procede de uma fonte da guerrilha. A própria jornalista pergunta ao ministro se pode titular o seu artigo dizendo que Tirofijo está morto, ao que Juan Manuel Santos responde: "O risco é seu." Uma pessoa pode perguntar-se sobre quão independente pode considerar-se um jornal em que os seus jornalistas têm de perguntar aos funcionários do Estado como titular as suas notas.

Apesar de que a morte de Tirofijo não é oficial, e de que o governo e os meios de comunicação colombianos afirmaram muitas vezes no passado que Marulanda estava morto, a imprensa colombiana e internacional fez eco da notícia. O Google News registou às quatro da tarde deste sábado que há pelo menos 400 notícias destacando a suposta morte do líder insurgente, e chegaram a publicar as suas notas biográficas.

Reprodução de um fragmento da entrevista:

M.I.R. (María Isabel Rueda): ¿Qué tan cierto es que la guardia de seguridad del 'Mono Jojoy' casi lo asesina?
J.M.S. (Juan Manuel Santos): Es cierto. Él los descubrió, fusiló a tres, los otros tres se escaparon; dos de ellos están desaparecidos y el tercero está trabajando con nosotros.
M.I.R.: ¿Y 'Tirofijo' en qué anda?
J.M.S.: Debe estar en el infierno
M.I.R.: ¿En cuál infierno?
J.M.S.: Al que se van todos los criminales muertos.
M.I.R.: A donde 'Tirofijo' se va a ir...
J.M.S.: La información que tenemos es que ya se fue.
M.I.R.: ¿Cómo así, 'Tirofijo' se murió?
J.M.S.: Es lo que nos dice una fuente que nunca nos ha fallado.
M.I.R.: ¿'Tirofijo' está muerto?
J.M.S.: Esa es la última información que tenemos y que estamos corroborando.
M.I.R.: ¿Puedo titular esta entrevista, ''Tirofijo' está muerto'?
J.M.S.: El riesgo es suyo.
M.I.R.: ¿Y cuándo murió?
J.M.S.: La inteligencia nos dice que el 26 de marzo de este año.
M.I.R.: ¿Y cómo murió?
J.M.S.: No sabemos. En esas fechas hubo tres bombardeos fuertes en donde se pensaba que estaba 'Tirofijo'. La guerrilla dice que de paro cardíaco. No tenemos pruebas ni de lo uno ni de lo otro.
M.I.R.: ¿Y qué más información tiene sobre su muerte?
J.M.S.: Hasta ahora sólo tengo esos datos.
M.I.R.: ¿Y sabe quién va a reemplazarlo?
J.M.S.: Todo nos indica que Alfonso Cano

A Colômbia já anunciou a morte de Manuel Marulanda dezenas de vezes

Não é a primeira vez que o governo colombiano afirma que Marulanda está morto. O facto é que o próprio diário El Colombiano afirma que a morte de Marulanda foi anunciada muitas vezes no passado. "A Marulanda mataram-no desde 1964 quando o exército realizou o ataque a Marquetalia (Tolima). Desde então, o guerrilheiro "morreu" por tiros de metralhadora, tuberculose, feridas gangrenadas e formigas venenosas".

Na entrevista, a jornalista Rueda mostra também a sua parcialidade política ao afirmar que, "como cidadã, nem sequer como jornalista, fiquei escandalizada com o grau de cumplicidade e cooperação que conhecemos através dos computadores de Raúl Reyes, publicados no El País de Madrid e na Semana, que revelam as relações entre Chávez e as FARC. Que vamos fazer a respeito disso? Isto vai ficar assim?"

Ir a Aporrea para ler todo o artigo

terça-feira, 20 de maio de 2008

Hugo Chávez e as FARC-EP

Mais uma vez, escrevi um e-mail ao Provedor da RTP do Telespectador. Não é possivel que, sem qualquer fundamento, a televisão pública noticie que as FARC-EP foram financiadas e apoiadas militarmente por Hugo Chávez. Fizeram-no, primeiro, antes do relatório da Interpol e fizeram-no, depois, reproduzindo a manipulação que outros órgãos fizeram das conclusões da instituição policial internacional.

Antes de mais, a Interpol não pôde provar que os computadores pertenciam a Raúl Reyes. Depois, o relatório concluiu que mais de 48 mil arquivos achados foram manipulados. Tudo para não estragar a bela receita mediática contra Hugo Chávez e Rafael Correa. Há que criar as condições para que uma intervenção norte-americana seja vista, nada que não conheçamos já, como uma resposta ao terrorismo em nome da liberdade. Pois, claro.

sexta-feira, 9 de maio de 2008

"Democracia" burguesa e o "autoritarismo" popular

O Presidente da República, Cavaco Silva, acaba de promulgar o Tratado de Lisboa. É assim que funciona a democracia burguesa, só se deve perguntar ao povo se ele aceitar responder o que nós queremos. Aliás, foi isso que aconteceu aquando da vitória do Hamas nas eleições legislativas palestinianas. Em vez de a União Europeia respeitar os resultados preferiu dizer que foi uma má resposta do povo e cortou-lhe as ajudas financeiras.

Mas é interessante ver países como a Venezuela, cujo governo é considerado autoritário pelo União Europeia e Estados Unidos, referendarem a sua Constituição e aceitarem democraticamente o resultado negativo. Também é interessante o exemplo dado hoje pelo senado boliviano de agendar um referendo revogatório para ouvir a vontade do povo. Naturalmente, foi uma proposta dos representantes do capital mas foi aprovada pelos representantes do governo. Tanto Hugo Chávez como Evo Morales não pertencem à estirpe da canalha que nos governa. Não têm medo do povo.

Valha-nos a Irlanda.

quinta-feira, 10 de abril de 2008

Simpsons censurados na Venezuela?


"O Governo de Hugo Chávez proibiu a série norte-americana Os Simpsons, emitida no canal privado Televen, por considerar que esta ficção é "uma má influência" para todos os jovens." Diário de Notícias

"A Venezuela ‘tirou do ar’ Os Simpsons e chamou a atenção para a má influência que os desenhos animados amarelos podem ter nas crianças.
" Sol

"Los niños venezolanos ya no podrán ver Los Simpson. El gobierno de Chávez ha obligado a cambiar a Televen, un canal privado de televisión, el horario de la mítica serie protagonizada por Homer, Marge, Bart, Lisa y Maggie. La razón, es "una mala influencia" para los menores." El País

"Imaginemos que o departamento de protecção audiovisual para a infância do México ou do Peru requeria a uma televisão do seu país a mudança de horário da série Simpsons por não considerar adequada a sua emissão durante o horário infantil. Alguém imaginaria meia centena de capas de jornais [...] do tipo "Mexicanos não vão poder ver os Simpsons", "México proibe a emissão dos Simpsons" ou "Calderón [presidente mexicano] não gosta dos Simpsons"? Evidentemente, é difícil imaginar que dezenas de jornais possam fazer capa de uma notícia destas. Contudo, como isto se passa na Venezuela, a coisa muda de figura."

"O que aconteceu na Venezuela foi que o organismo regulador denominado Conselho de Telecomunicações, depois de receber várias queixas, determinou que, segundo a Lei de Responsabilidade Social na Rádio e Televisão que proíbe as "mensagens que atentam contra a formação integral das crianças e adolescentes", a série Simpsons devia abandonar o horário infantil no qual se emitia através da cadeia de televisão Televen. Portanto, todas as manchetes anteriores são falsas: não se proibe, não se impede a sua emissão (só se muda o horário), não se veta, os venezuelanos continuarão a vê-la, nem sequer se impede as crianças (que poderão faze-lo fora do horário infantil). Não sabemos Chávez gosta ou não [da série], o presidente [venezuelano] não ataca nenhuns desenhos animados nem os estrangula...A única censura que sofreram os Simpsons foir do seu próprio canal norte-americano, a Fox, que censurou num capítulo a frase "This sure is a lot like Irak will be", que poderia traduzir-se como "Isto parece-se muito com o Iraque". Faziam referência à imagem devastada de Springfield, a cidade dos Simpsons, que teria sido atacada por marcianos numa guerra em que a desculpa fora as armas de "desintegração" maciça."

Este excerto do artigo de Pascual Serrano que podemos encontrar no sítio Rebelión destapa bem os ridículos ataques que se tentam travar contra o governo venezuelano. Através da mentira e da manipulação, os jornais, entre os quais portugueses, tentam, novamente, conduzir a opinião mundial contra Hugo Chávez.