sábado, 7 de novembro de 2009

Outubro, sempre!


Foi há 92 anos. Operários, soldados e camponeses tomaram o céu de assalto. Depois da experiência de Paris, a Revolução de Outubro levantar-se-ia como um farol para todos os povos do mundo. A expressão deste acontecimento foi de um impacto tão profundo que não deixaria de influenciar todo o século XX. Em Portugal, anarco-sindicalistas seguiram o exemplo e construíram as bases para a formação do Partido Comunista Português.

Noventa e dois anos depois, a ofensiva ideológica é devastadora. Não se relembra os heróis que levantaram o primeiro Estado de operários e camponeses. Relembra-se com pompa e circunstância aqueles que o destruíram. Não é por acaso que é o 20º aniversário da queda do Muro de Berlim e não o 92º aniversário da Revolução de Outubro que enche os ecrãs das televisões, as capas dos jornais e os noticiários das emissoras de rádio.

Contudo, a queda do Muro de Berlim representa um acontecimento de importância colossal na história da humanidade. O fim da experiência socialista no Leste da Europa teve um impacto tão profundo que o movimento operário internacional ainda, com dificuldades, se tenta reerguer. Caiu a influência de partidos comunistas e de sindicatos que se deixaram levar pela linha social-democrata. A correlação de forças entre o trabalho e o capital teve uma variação tão significativa que arrastou consigo direitos fundamentais que a classe trabalhadora havia conquistado na primeira metade do século XX.

Não nos pode, pois, surpreender que ao lado da campanha anti-comunista esteja um conjunto de social-democratas que celebra o 20º aniversário da queda do Muro de Berlim e o fim da União Soviética. As colunas de opinião e a blogosfera estão cheias de exemplos. São os mesmos que defendem o "socialismo democrático", o "sindicalismo moderno", a "cidadania" e a "paz social". Serão derrotados como Fukuyama. E a bandeira vermelha voltará a ser desfraldada. Só depende de nós.

Viva Lénine!
Vivam os bolcheviques!
Viva a Revolução de Outubro!

9 comentários:

LGF Lizard disse...

É claro que se celebra o aniversário da queda do muro de Berlim e não o aniversário da revolução de Outubro. Da mesma maneira que em Portugal se celebra o 25 de Abril e não o 28 de Maio. Deve-se celebrar a conquista da liberdade e o fim da opressão. Não se deve celebrar o fim da liberdade e o início da opressão. A revolução de Outubro marca o início de um dos mais opressivos e sanguinários regimes da História. Deve-se sim lembrar os milhões de vítimas que causou.

Pedro Bala disse...

O 25 de Abril foi uma revolução em que o povo português foi o protagonista e desenhou uma das páginas mais belas da nossa história. As nacionalizações, a reforma agrária, a alfabetização, o sistema nacional de saúde, a generalização do ensino, a participação política da classe trabalhadora. Tudo isto plasmado na Constituição que define o socialismo como objectivo a alcançar. Por isso, acho que te enganaste. Acho que querias referir-te ao 25 de Novembro e não ao 25 de Abril. Tu pertences a Novembro e não a Abril. Ao mundo das privatizações, da destruição do aparelho produtivo nacional, da perda de direitos, da privatização e elitização do ensino, da destruição do sistema nacional de saúde, do desemprego, da apatia social. Tu fazes parte do mundo das guerras preventivas. Da guerra contra povos inocentes. Do massacre de inocentes no Iraque, Afeganistão e Jugoslávia. Dos golpes de Estado fascistas. Do campo de concentração de Guantanamo. Do apoio a Estados narcoterroristas como a Colômbia. Por isso, por mais que repitas o que dizem os meios de comunicação da burguesia, a realidade desmente-te: és tu quem apoia regimes opressivos e sanguinários.

filipe disse...

Sim, que viva, sempre, a Grande Revolução Socialista de Outubro!
E desmascaremos, como tu fazes na resposta ao provocador comentário anterior, os sujos "kerensky's" da actualidade, sempre em fuga - como fez o outro em 1917 - para o regaço dos EUA imperialistas. Oxalá o dia da fuga dos actuais (não em sentido figurado mas literal), já não esteja tão distante assim...!
E que sejam assim muito felizes, no meio da roubalheira da Wall Street e do galopante desemprego, entre tiroteios diários e a mafiosa liquidação, pela mão de governantes neo-nazis, das poucas liberdades que ainda por lá sobrevivem.
Abraço fraterno.

LGF Lizard disse...

Não meu caro. Defendo a liberdade de expressão, de manifestação, reunião, associação política. Liberdade económica, cultural, sexual e religiosa. Essas liberdades que vocês comunistas nunca entenderam e nunca vão entender. Daí terem morto milhões de pessoas numa vã tentativa de suprimir a liberdade. Os acontecimentos de 1989 apenas vierem demonstrar o quanto errado os vossos regimes estavam. O vosso saudosismo apenas é comparável ao saudosismo que alguns portugueses têm pelo regime salazarista. Os regimes opressores têm sempre os seus defensores... que são normalmente os que mais privilégios tinham nesses regimes.

rapariga vermelha disse...

Eu gostava de saber onde andaria a lagartixa se não fosse a revolução de Outubro. Provavelmente não teria segurança social, não teria serviço nacional de saúde, não teria democratização do ensino e veria os seus direitos de trabalho bem reduzidos. É que esta lagartixa ainda não se deu conta que muitas das grandes conquistas sociais e políticas da humanidade foram motivadas e/ou inspiradas na grande revolução de Outubro. O pobre rastejante é tão infeliz que tem medo de ser minimamente honesto e concluir o óbvio - o mundo estaria muito pior sem este grande acontecimento. Creio, felizmente, que nem ele próprio acredita que a Rússia era livre antes de 1917.

LGF Lizard disse...

Queres ver, rapariguita vermelha, que a tal revolução de Outubro endeusada por vocês é responsável por tudo de bom que nós temos? Cura-te. As duas revoluções com mais significado e peso na História Mundial foram a revolução francesa e a revolução americana. Por causa delas, conceitos como liberdade, igualdade, fraternidade, separação entre religião e Estado, separação de poderes, direitos dos cidadãos e outros passaram a ser realidade.

André disse...

Mas há quem queira celebrar o 25 de Novembro, como feriado nacional!

O primeiro comentário mostra apenas a ofensiva ideológica e como alguns ainda encaram os bolcheviques e os seus sucessores!

Morreram milhões, pois morreram incluindo comunistas também!

Queres começar com o Jonh Reed! E tantos por aí fora, até ao nossos dias!

A revolução de Outubro tem um alcance a muitos níveis como uma verdadeira ruptura, pela primeira vez na História a Classe trabalhadora, a Operária tomou os destinos de um país, não como serva da burguesia, mas sim como Homens livres!

Em 1948 foram poucos dias, em 1871, três meses, em Outubro o sonho durou 74 anos! E continua ainda hoje nos nossos corações!



Por uma sociedade melhor, sem a exploração do homem pelo homem Pela Democracia avançada no sec. XXI!
Pelo Socialismo!

Viva o Povo Soviético
Viva o PSOSDR-B
Viva a URSS!


(O muitíssimo obrigado pela ajuda que deram a Portugal a sair das trevas medievais no séc. XX, uns chamam ditadura, eu classifico como Fascismo)

Viva a Classe operária e todos os trabalhadores!

Viva o Glorioso partido em Portugal que continua o sonho, e há só um, O PCP!

[url]http://aeiou.visao.pt/o-muro-ainda-existe-na-cabeca-das-pessoas=f536162[/url]

André disse...

LFG primeiro vê bem a história, até podes ler os livros da CIA e da autorizados pelo Departamento de Estado Estado-Unidense.

A revolução Americana, primeiro e depois a Francesa, logo a seguir a Soviética!

O que a LadyDrella diz é verdade, não fosse a URSS e o seu povo e hoje conquistas sociais seriam se calhar ainda promessas, como os 150 mil empregos, que o PS prometeu em 2005 ou os 100 empregos que PSD em 2002 também prometeu! (posso mandar mais exemplo se quiser, os seguidores de Kerensky andem aí)


Elas existem porque houve luta e contestação e era preciso acalmar as massas, caso contrário haveria o perigo de revolução, da ralé da sociedade como lhe chamavam na altura!

OS conceitos que tu dizes ainda hoje são válidos para os comunistas, liberdade, igualdade, fraternidade O resto é outra história, separação entre religião e Estado, separação de poderes, direitos dos cidadãos e outros passaram a ser realidade mas não nas revoluções que destacaste ajudaram, mas não deram!

LGF Lizard disse...

Caro André, se o Comité Central do teu partido o permitir (no teu caso não sei, mas no meu caso não preciso de pedir autorização a ninguém para lei o que quero - coisas da democracia!), experimenta ler por exemplo a Constituição dos EUA (1776) ou a Constituição Francesa (1791). Ajudava muito...