segunda-feira, 27 de abril de 2009

Não vamos brincar à caridadezinha


Apela-se por aí, em tempos de crise, à caridade. Devemos ajudar os mais desprotegidos. Os mais necessitados. As beatas da igreja juntam as roupas e a comida. Os famosos organizam festas de beneficência. Com muita comunicação social, claro. Porque não querem nada em troca da caridade, 'só' publicidade. Até os empresários propõem baixar os salários em vez dos despedimentos. E dizem-no num tom complacente como se estivessem a dar algo aos trabalhadores. É esse o problema dos caridosos. Eles não estão a dar nada a ninguém. Estão apenas a devolver uma ínfima parte daquilo que roubaram à maioria da sociedade durante anos de exploração. E estão, claro, a tentar evitar a revolta.

Nós não queremos caridadezinha. Queremos o que é nosso.

1 comentário:

ComRevDe disse...

A caridade é a cara chapada do que a burguesia tem como consciência social.

Deixam os povos na penúria e obrigados a cumprir os desmandos da classe dominante e depois para impedir que a preciosa paz social seja quebrada pela fúria popular, fazem-se de heróis e andam a distribuir o que nunca foi deles.

Uma sociedade que tem na caridade o fundamento de equílibrio social é uma sociedade onde quem nada tem, é despojado até da sua dignidade.