segunda-feira, 13 de abril de 2009

Uma voz portuguesa na Casa Branca

Barroso antes de ser um Obamista era um Bushista convicto

Finalmente, foi revelado o nome do cão da família Obama. Chama-se Bo e é um cão-de-água. A Rádio Moscovo soube que entre as razões que levaram o actual presidente norte-americano a escolher um canídeo português estão não só o facto de o pêlo ser hipoalergénico mas também a boa experiência com o actual presidente da Comissão Europeia. Segundo Barack Obama, se Bo tiver as mesmas características que Durão Barroso será, certamente, um cão fiel e adaptável a todas as mudanças. Para além disso, a experiência com uma longa linhagem de governantes portugueses demonstra que todos sabem lamber e seguir qualquer ordem. Mário Soares, Sá-Carneiro, Cavaco Silva, Guterres, Santana Lopes, José Sócrates e tantos outros demonstraram estar à altura do que se pede ao melhor amigo do homem. E dos Estados Unidos da América.

8 comentários:

LGF Lizard disse...

Querias que fossem lambe-botas da União Soviética, como o PCP o foi? Não foi por acaso que o PCP foi considerado o partido comunista mais fiel à URSS... bastava os camaradas de Moscovo mandarem para que os seus vassalos tugas se pusessem em sentido e fielmente executassem as instruções dos seus donos.
Como se costuma dizer, quem tem telhados de vidro....

Boots disse...

O lizard, claro que como ser rastejante que o teu próprio nome indica, prestarás sempre vassalagem a quem te deixar cir umas migalhas para que possas continuar a alimentar essa tua estupidez.
Sê bem vindo aqui à rádio moscovo e obrigado por aumentares as visitas e fazeres rir a malta.

rapariga vermelha disse...

Ó lagarto, vai mas é estudar um pouco de história. Até o Pacheco Pereira rebatia esse disparate em três tempos.

Dalaiama disse...

Hahaha!
Está mais uma vez muito bem dito, óptimo texto, até tem humor! ;)

LGF Lizard disse...

A verdade doí, não doí?

Boots disse...

Não sei a mim não me doí, mas pela tua análise tu serás no mínimo masoquista...

Anónimo disse...

Contrariando as teses do seu cabeça de lista às eleições europeias, o eng. Sócrates anunciou o "apoio patriota" do PS à recandidatura do dr. Durão Barroso. Orgulhoso com as "posições diferentes" que existem no partido, o eng. Sócrates não deixou, no entanto, de sublinhar que só não entende este "apoio patriota" quem tiver "uma mentalidade sectária", como parece ser o caso do seu cabeça de lista.

Esta gloriosa divergência animou uma série de comentários certeiros sobre o "provincianismo" de um primeiro-ministro que submete toda a ideologia a uma espécie de retórica piegas e oportunista, sob pretexto do que o que é nacional é bom. Por este andar, ainda vamos ver o partido socialista defender os heróis mais improváveis, desde que sejam portuguesinhos como nós e mereçam meia dúzia de linhas em qualquer gazeta internacional.

Para já, limitamo-nos a verificar o suicídio estratégico de uma campanha laboriosamente engendrada que dava como adquirida a "especificidade" destas eleições. Na apresentação da sua candidatura, o dr. Vital Moreira anunciou, com a merecida pompa e circunstância, que concorria contra os acólitos do "neoliberalismo" europeu, tentando solenemente distanciar-se de todos os sarilhos domésticos e dos bons ofícios deste Governo. A sua luta, por uma Europa diferente, não se compadecia com pequenas querelas partidárias que visavam, antes de mais, distorcer o verdadeiro objectivo destas eleições, transformando--as ilegitimamente numa primeira volta das legislativas. Infelizmente, a Europa que o dr. Vital Moreira, na sua cruzada contra o "neoliberalismo", procurava derrubar, recebeu, agora, o apoio declarado do partido em nome do qual ele decidiu avançar.

Por outras palavras, o dr. Vital Moreira que ia ser eleito contra os "rostos do passado" que, como o dr. Durão Barroso, se deixaram seduzir pelos excessos do mercado e pelas aventuras do sr. Bush, transformou-se, de repente, por obra e graça do destino, no candidato oficial de um partido que apoia precisamente tudo aquilo contra o qual ele, na sua candidatura, garantiu que se ia candidatar. Esta saudável "diferença de posições", como diz o eng. Sócrates, não esconde o que verdadeiramente é: uma irresolúvel contradição que retira qualquer legitimidade política aos objectivos que o dr. Vital Moreira definiu para concorrer em nome do PS e do socialismo europeu. O "rosto do passado" que o socialismo europeu tinha como adversário é o mesmo que o PS do eng. Sócrates procura agora recuperar.

Constança Cunha e Sá In "correio da Manhã".

P.S: Quem diria que esta "p..." diria algo assim...

Pedro Bala disse...

A verdade é que o PCP sempre manteve a sua independência. Tanto que em determinados momentos houve atritos entre o PCP e o PCUS. Naturalmente, sempre fomos solidários com os povos da URSS. E eles connosco. Mas tivemos e temos um programa próprio que não é cópia daquele soviético. É, sim, produto dos comunistas portugueses.

Quanto a ti, suponho que sejas apoiante de todos aqueles hipócritas que proclamavam a democracia burguesa mas que deixaram o Mussolini, Salazar, Hitler e Franco subir ao poder. Que nunca ajudaram os republicanos espanhóis. Que sempre se deixaram levar pela conversa "pacifista" do Hitler. Porque o fascismo, como já te afirmei, é um produto do capitalismo e não vive sem ele.

E nós não temos telhados de vidro. Temos paredes de vidro.